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Arnaldo Filho

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Opinião

Farra das pesquisas eleitorais em Palmas dificulta escolha do eleitor e fragiliza a democracia

Trata-se de uma verdadeira desonestidade com o eleitor.

Por Arnaldo Filho 874
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27/10/2020 14h25 - Atualizado há 4 semanas
Pesquisas divulgam números totalmente distintos em Palmas

É impressionante a absurda diferença dos números divulgados pelos mais diversos institutos de pesquisas sobre as intenções de votos para prefeito de Palmas. Não há consenso nem em relação ao 1º colocado, pois já tem instituto mostrando até 'virada'.    

Pesquisas dos institutos Avox, Vópe, Vetor, Ibope e Lerigou e de vários outros, apresentam números tão dissonantes que assustam até o eleitor mais incauto. Isso fragiliza não somente a credibilidade dos institutos, mas também o processo democrático das eleições.

Infelizmente, essa situação joga uma cortina de desconfiança sobre todos, inclusive dos profissionais coerentes que jamais aceitariam qualquer tipo de manipulação de dados. Assim, os honestos acabam pagando pelos corruptos! Trata-se de uma verdadeira desonestidade com o eleitor.

Números

Na maioria dos institutos, a atual prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), aparece com 26% ou 27% dos votos espontâneos, o que se mostra até razoável e justificável, pois a máquina pública já garante um percentual mínimo aos detentores do poder. Contudo, outros institutos indicam que a prefeita tem 36% e até mesmo 42%. Os candidatos divulgam, ao seu bel prazer, os números que lhe convém ou lhe são favoráveis, apresentando apenas os dados da pesquisa estimulada.

Outra pesquisa indicou até que o candidato Eli Borges (SD) teria "virado" a disputa e ultrapassado a atual prefeita. A compilação desses dados foi questionada, em razão do referido instituto ter como sócio majoritário o filho do coordenador de campanha do prefeiturável (Eli Borges), conhecido no meio político como Tenente Célio.

Pesquisas estariam sendo oferecidas aos políticos no "atacado"

Já o candidato Marcelo Lelis (PV) disse recentemente, em seu programa eleitoral, que não estava disposto a "comprar" pesquisas que lhe encaixariam na colocação que ele quisesse.

Ressaltou que "desta vez", quer "fazer diferente". Revelou que vários institutos estariam dispostos a "vender" esse tipo de serviço, no entanto, ressaltou que não estava interessado nessa prática. Vindo de um candidato que já disputou eleições em 2006, 2008, 2010 e 2012 e, ainda, esteve à frente das campanhas eleitorais de sua esposa Claudia Lelis (PV), em 2014, 2016 e 2018, não há dúvidas que essas condutas são comuns em tempos eleitorais. 

A manipulação influi na tomada de decisão, como também, nos resultados eleitorais

O certo é que os eleitores acabam sem saber em quem acreditar ou se podem acreditar nessa ou naquela pesquisa. O que era para ser o termômetro das eleições, tornou-se um mecanismo com a finalidade de manipular as informações.

O melhor critério, portanto, seria observar os resultados das eleições passadas e os prognósticos dos referidos institutos no passado. Quem acertou nas eleições passadas? Quem ‘errou’ feio? Portanto, o currículo de quem é responsável pela pesquisa (instituto ou veículo de comunicação) continua sendo o melhor critério de avaliação dos dados!

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