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Arnaldo Filho

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Análise do cenário

Oposição vaidosa e pulverizada em Palmas remete a uma vitória tranquila de Cinthia Ribeiro

Nunca foi tão fácil ser reeleito em Palmas como em 2020.

Por Arnaldo Filho 974
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06/11/2020 17h34 - Atualizado há 2 semanas
São 12 candidatos a prefeito de Palmas, o maior número da história da capital

 A eleição em Palmas, pelo andar da carruagem, está praticamente definida. Sem o segundo turno de votação, porque na última contagem do TRE-TO a capital não contava com 200 mil eleitores, o pleito se define numa só etapa. 

A atual prefeita, Cinthia Ribeiro (PSDB), tem pelo menos 25% dos votos, segundo os mais variados institutos de pesquisas eleitorais. Num cenário de uma dezena de candidaturas, esse percentual é mais do que suficiente para ganhar a eleição, uma vez os outros 75% estão pulverizados entre os outros candidatos, como também, brancos e nulos. 

Sem o segundo turno, a lógica matemática se inverte e 25% dos admiradores da prefeita acabam por derrotar 75% dos insatisfeitos com a gestão. Absurdo? Talvez, mas essa é realidade atual. A oposição errou demasiadamente na formação das chapas e o registro inimaginável de 12 candidaturas, favoreceu a atual ocupante do Paço Municipal.

Possível composição passa pelo desprendimento, que choca com interesses pessoais

Fala-se em composição entre os oposicionistas, faltando pouco mais de uma semana para o pleito. Os bastidores indicam que eles já se reuniram e o fariam novamente. Neste encontro, cada um teria direito a dois votos, ou seja, votar em si mesmo e em mais um nome. Aquele que obtivesse mais votos seria o candidato das oposições, cumulado com renúncia tácita dos demais e o total engajamento na campanha do escolhido, até o dia da eleição.

No entanto, é improvável que isso ocorra. Primeiro, pelo curto espaço de tempo para que o eleitor entendesse a “tática kamikaze” e, segundo, porque há uma guerra declarada de egos, vaidades e delimitação de território político, cada qual por suas razões. Alguns visam alçar voos mais altos no pleito de 2022, outros querem se colocar no mercado político. Outros candidatos firmaram compromissos financeiros com certos grupos políticos e precisam, a todo custo, manter as candidaturas. Recuar, nesse momento, está fora de cogitação. 

Mas e o fiasco? O risco é enorme de acontecer. Pulverizados, a grande maioria deles sequer ultrapassa a marca de doze pontos percentuais, e outros, bem menos que 10%. Enquanto cada um corre por si, desordenadamente, a prefeita sobrevooa em céu de brigadeiro, com os seus mais do que suficientes 25%. 

E o fenômeno do voto útil? 

Também é improvável que ocorra, na medida em que, diante de tantas pesquisas fraudulentas e “fake news”, o eleitor não sabe ao certo quem, verdadeiramente, está na frente entre os oposicionistas. A sua excelência, o eleitor, não sabe quem escolher para cravar o voto útil. Então, cada um deles se dispersa dentro de suas próprias convicções e a pulverização tende a permanecer incólume.

Caso não haja contratempos, o resultado das urnas é barbada

Nunca foi tão fácil ser reeleito em Palmas como em 2020. É verdade que Cinthia Ribeiro “ganhou na loteria” ao herdar a Prefeitura mais abastada do Estado e soube colher os frutos dessa jornada bienal. Porém, também é necessário reconhecer que a oposição – bestialmente inflada em seu próprio ego – está louca para reeleger a atual gestora. Nem que seja só para continuar criticando a esmo.

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