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Vicentinho Júnior sugere que Carlesse mantém 'rotina diária de pressão' a deputados

O deputado federal também falou em 'obstrução de justiça'.

Por Arnaldo Filho 2.522
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19/11/2021 14h59 - Atualizado há 1 semana
Deputado federal Vicentinho Júnior e governador afastado Mauro Carlesse

O afastamento do governador Mauro Carlesse (PSL) completará 30 dias neste sábado (20/11), porém, o que mais tem chamado a atenção é o absoluto silêncio que impera sobre o caso dentro da Assembleia Legislativa do Tocantins, com raríssimas exceções.

O deputado estadual Júnior Geo (Pros) apresentou um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas conseguiu, tão somente, uma única assinatura das 8 que são necessárias para que as denúncias contra o governador afastado sejam apuradas pelo parlamento estadual. Só Elenil da Penha (MDB) teve coragem de assinar o documento.

Nem mesmo os deputados que, em tese, são de oposição ao governo estadual, como parlamentares do PT (Zé Roberto e Amália Santana), não assinaram o pedido de CPI. Isso demonstra que Carlesse tem o apoio de 22 dos 24 deputados estaduais.

Um pedido de impeachment também foi protocolado na Casa por um sindicato de servidores públicos, mas o presidente Antônio Andrade não deu nenhum andamento ao processo.

Nas redes sociais, o deputado federal Vicentinho Júnior (PL), um dos maiores críticos da gestão de Carlesse, atribuiu essa inércia da Assembleia Legislativa a uma “rotina diária de pressão a parlamentares” feita pelo governador afastado e sugeriu “obstrução de justiça”.

O congressista também afirmou que nunca teve dúvidas de que foi vítima de uma arapongagem (investigação clandestina) feita pelo ex-secretário da Segurança Pública, Cristiano Sampaio, a mando do governador afastado.

Nas suas postagens, Vicentinho fez questão de marcar os perfis oficiais da Assembleia Legislativa, do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal (PF) e também do próprio Carlesse.

No inquérito, a Polícia Federal revelou que o parlamentar teve os telefones interceptados clandestinamente e as informações colhidas foram parar em um dossiê apócrifo contra o deputado.

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