Preso preventivamente

Criminalista diz que prisão de repórter é 'desnecessária' e recorre ao STJ em Brasília

Por Agnaldo Araujo
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12/02/2018 21h24 - Atualizado há 1 mês
O advogado criminalista Wendel Araújo de Oliveira assumiu a defesa do repórter Elder Silva, preso acusado de informar um primo sobre uma operação policial de combate ao tráfico de drogas em Araguaína. Na tarde desta segunda-feira (12) o advogado impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, com pedido de liberdade em favor do repórter. O mesmo requerimento já foi negado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins. Para o criminalista, a prisão de Elder Silva é 'desnecessária'. Ele foi preso em flagrante no dia 9 de fevereiro e está recolhido no 2º Batalhão da Polícia Militar, por ter curso superior. O juiz plantonista Herisberto e Silva Furtado manteve a prisão dele por tempo indeterminado (preventiva) após audiência de custódia realizada no domingo (11), alegando que em liberdade ele poderia atrapalhar o andamento das investigações. A defesa demonstrou surpresa com a decisão do magistrado. "A decisão de manter o repórter preso causou espanto, visto que não há qualquer motivação idônea ou dado concreto capaz de ensejar a prisão preventiva de Elder”, afirmou. Entre os argumentos da defesa, Wendel Oliveira destacou que o repórter é réu primário, trabalhador, homem de família, tem residência fixa e que tal situação "é um fato isolado em sua vida". O trabalho mais recente de Élder Silva foi na Band de Araguaína, há cerca de dois meses, mas ele já atuou em várias emissoras da cidade fazendo reportagens policiais. O CRIME Élder foi autuado no crime previsto no art. 37 da Lei de Drogas. "Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa".

ENTENDA O repórter foi preso na última sexta-feira (9). Segundo a Polícia Civil, agentes encontraram áudios do repórter no celular do primo dele, Edinei Lopes da Silva, avisando que uma equipe de policiais estava indo prendê-lo. A polícia disse que Elder foi até a delegacia da cidade alegando que queria informações sobre duas prisões que aconteceram pela manhã para uma reportagem. Enquanto estava no prédio, o repórter ficou sabendo da operação que tinha como alvo o primo. Após os investigadores saírem, ele teria enviado um áudio para o primo avisando sobre a operação. Na casa de Edinei foram encontradas drogas, armas e equipamento para monitorar a movimentação na rua. O áudio de Elder chegou ao celular do primo enquanto a polícia revistava a casa. Após o flagrante, os policiais foram até a casa do repórter e o prenderam em flagrante.

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