'Male Habitu'

Delegado indicia 17 membros de quadrilha que desviou R$ 4 milhões por meio de fraudes eletrônicas

Resultado da operação feita pela Polícia Civil em dezembro de 2021.

Por Redação
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24/10/2023 09h21 - Atualizado há 5 meses
Cartões e celulares apreendidos durante a operação realizada em dezembro de 2021.

A Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), em Palmas, concluiu nesta segunda-feira (23/10) o inquérito da operação Male Habitu, deflagrada em dezembro de 2021 para apurar fraudes por meios eletrônicos. Ao todo, 17 pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Conforme o delegado-chefe da DRCC, Lucas Brito Santana, a operação foi realizada nas cidades tocantinenses de Palmas, Porto Nacional, Araguatins e Augustinópolis, além de municípios goianos e maranhenses. Em sua primeira fase, a operação Male Habitu – expressão latina que significa mal disfarçado – também visava deflagrar ações repressivas às fraudes eletrônicas cometidas por meio de aplicativo de mensagens.

Além dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, alguns dos suspeitos também foram indiciados pelos delitos de estelionato, uso de documento público falso e coação no curso do processo”, informou o delegado.

Relembre o caso

As investigações tiveram início em julho de 2020, ocasião em que uma das vítimas foi contatada por meio de um aplicativo de mensagem, por um criminoso que se passou por seu filho, induzindo-a, ardilosamente, a transferir dinheiro para a conta indicada, a título de um suposto auxílio financeiro que logo lhe seria restituído.

Com o aprofundamento das apurações e a realização de minucioso trabalho investigativo, revelou-se a existência de um grupo criminoso estruturalmente ordenado e caracterizado pela divisão de tarefas – consistentes nas funções de mandante/executor, gerente, captador de contas bancárias/intermediário e recebedor inicial/laranja –, objetivando a obtenção de vantagens financeiras, mediante a prática de estelionatos e, consecutivamente, lavagem de capitais”, ressaltou Santana.

O delegado Lucas Brito frisa também que, com vítimas por todo o país, os integrantes da organização criminosa alimentaram uma extensa rede de contas bancárias de passagem, visando à pulverização imediata das quantias ilicitamente angariadas. Na época da operação, o delegado afirmou que o volume de dinheiro desviado pela quadrilha seria em torno de R$ 4 milhões.

“Para obter sucesso na empreitada criminosa, os suspeitos empregaram uma série de artifícios para dissimulação/ocultação da origem destes ganhos, notadamente emissão/pagamento de boletos com valores variados e previamente definidos, transferências fragmentadas, saques e depósitos (não identificados) em correspondentes lotéricos”, pontuou o delegado.

Após a conclusão, o referido inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário e, em ato contínuo, serão submetidas ao crivo do Ministério Público Estadual, o qual adotará as medidas que julgar pertinentes ao caso.

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