'Doutor Palmares'

Estudante de medicina é alvo da PF por suspeita de fraudar sistema de cotas na UFT

Suspeito pertence a uma família tradicional envolvida na política em Minas Gerais.

Por Redação 1.761
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18/06/2021 08h24 - Atualizado há 1 mês
O investigado ainda é suspeito de exercer a prática ilegal da medicina na região como se já estivesse formado

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (18) a 'Operação Doutor Palmares', com o objetivo de investigar uma suposta fraude cometida contra o sistema de cotas da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Ao todo, seis agentes cumprem um mandado de busca e apreensão em Palmas contra um estudante que teria apresentado uma Declaração Quilombola falsa para ingressar no curso de medicina da instituição federal.

Segundo as investigações, iniciadas em 2019, o estudante pertence a uma família tradicional com envolvimento na política no Estado de Minas Gerais.

Após extensa investigação, inclusive com diligência ao quilombo Gorotuba, no município de Catuti (MG), a PF disse que confirmou a falsidade da Declaração Quilombola do estudante, inclusive com entrevista da presidente da Associação.

Há ainda a suspeita de que o estudante esteja praticando o crime de exercício ilegal da medicina, com registros de plantões realizados na região, como se fosse médico, fato esse que ainda está sob análise.

Conforme a PF, a operação visa proteger o patrimônio e os serviços púbicos, e busca também colher elementos probatórios de eventuais outros fatos criminosos, conexos à esta investigação. A polícia estima que, nos dias atuais, o investimento para se formar em Medicina em uma Universidade particular é superior a R$ 500 mil (quinhentos mil reais).

Além disso, a fraude ocasiona a exclusão social de verdadeiros membros de Comunidades Quilombolas, que são os legítimos concorrentes às vagas e acabam perdendo a oportunidade de desenvolvimento social.

O estudante poderá responder pelos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, exercício ilegal de medicina, bem como outros crimes que estão sendo investigados e que somadas as penas ultrapassam os 10 (dez) anos de reclusão.

O nome da Operação “Doutor Palmares” faz referência ao lendário “Quilombo dos Palmares”, símbolo da resistência à escravatura no período colonial brasileiro.

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