Condenação

Homem é condenado a 89 anos de prisão por abusar de crianças em ilha no Rio Araguaia

O acusado tinha preferência por vítimas com idade entre cinco e nove anos.

Por Redação 656
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16/05/2022 20h00 - Atualizado há 1 mês
Casos aconteceram na cidade de Pau D'Arco, às margens do Rio Araguaia

Um morador da cidade de Pau D'Arco foi condenado em ação penal proposta pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) a penas que somam 89 anos e 10 meses de prisão, por praticar crimes de estupro de vulnerável contra quatro crianças e adolescentes, por praticar ato libidinoso contra uma criança e ainda pela posse irregular de arma de fogo. Na época dos crimes, as vítimas tinham idade entre três e 12 anos de idade.

O réu, Antônio Carlos Alves da Silva, vulgo "Piguita", foi julgado em 26 de abril e cumprirá as penas em regime inicialmente fechado, sem direito a recorrer em liberdade. Ele respondeu ao processo detido na Cadeia Pública de Colinas do Tocantins.

No curso do processo, o promotor de Justiça Caleb Melo, da Comarca de Arapoema, juntou provas de que o acusado tinha o mesmo modo de agir, oferecendo presentes para atrair as vítimas, como celulares, bicicleta e dinheiro. Ele também costumava atrair as meninas e meninos convidando-os para uma ilha fluvial no rio Araguaia, onde inclusive lhes incentivava a praticar tiros com armas de fogo. Na operação em que o réu foi preso, foram encontrados sete tipos de armas de fogo em seu poder.

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Depois de cometer os abusos sexuais, o réu tinha por costume ameaçar as vítimas. Após os primeiros casos virem à tona, passou a ameaçar também as famílias, como forma de silenciá-las.

O réu teria preferência por vítimas com idade entre cinco e nove anos, sendo que a população via com desconfiança a movimentação de crianças em sua residência. Na coleta de depoimentos, foi constatado que várias crianças passaram a apresentar depressão, com tendência suicida e prática de automutilação.

Data

Nesta quarta-feira, 18 de maio, celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, voltado a promover reflexão sobre o assunto e sobre a necessidade de denunciar os autores desses crimes. As denúncias podem ser realizadas ao serviço Disque 100 do governo federal ou a outras instituições integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente. Denúncias ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) podem ser feitas pelo telefone 127.

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