Operação 'Clandestino'

Megaoperação apreende 15 armas, 100 kg de munições e prende quatro pessoas em Araguaína

Empresário, agente do Sistema Penal e militar estão entre os investigados.

Por Redação 2.119
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04/04/2024 08h40 - Atualizado há 3 meses
Pessoas presas na operação da Polícia Civil.

Notícias do Tocantins – A Polícia Civil realizou uma operação nesta quarta-feira (3/4) para desarticular um suposto esquema de comércio ilegal de armas de fogo em Araguaína. Ao todo, 14 pessoas foram conduzidas à delegacia e quatro ficaram presas.

A operação 'Clandestino', deflagrada pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) cumpriu mandados de prisão e buscas em diversos endereços. Foram apreendidas 15 armas de fogo de diversos calibres, incluindo armamento pesado, pistolas e espingardas, além de 100 kg de munições.

A operação também apreendeu celulares, que passarão por perícia, e quebrou o sigilo bancário dos investigados. Os extratos bancários e documentos serão analisados em nova etapa da investigação.

Entre os investigados estão um sargento da Polícia Militar, que foi preso suspeito de envolvimento no suposto esquema. As armas seriam de pessoas com registro de CAC (sigla para Colecionador, Atirador e Caçador).

Também estão entre os investigados um empresário e um agente administrativo do sistema penal. Houve ainda o cumprimento de mandados de busca e apreensão em vários endereços, incluindo clubes de tiros da cidade. 

O sargento é concursado da PMTO desde 2006 e tem salário bruto de R$ 10.667,73. Nas redes sociais, ele diz ser diretor de 18 clubes de tiros. O militar está detido no 2º BPM.

INVESTIGAÇÃO

As investigações começaram em outubro de 2023, após um dos investigados registrar boletim de ocorrência pela internet sobre o furto de duas armas e munições. A Polícia Civil descobriu que não houve roubo e que a pessoa registrou o caso de forma falsa. Na realidade, as armas teriam sido vendidas no comércio ilegal.

Depois desse episódio, as equipes policiais conseguiram identificar mais registros de armas furtadas, que na verdade entraram no esquema de venda ilegal. O mesmo investigado também teria registrado outro boletim em 2022 por causa de uma arma roubada.

Ao investigar o celular do suspeito, a polícia descobriu que a arma roubada teria sido negociada por R$ 4 mil. Também foram identificados outros investigados que teriam feito negociações com armas de forma irregular.

NOTA DA POLÍCIA MILITAR

A Polícia Militar do Tocantins informa que foi cientificada sobre a prisão de policial militar, após este ser ouvido na Operação Clandestino, realizada pela Polícia Civil.

A Corregedoria da Instituição acompanha e apoia a operação desde a manhã de hoje, quando foi cumprido mandado de busca e apreensão. Desde então foram adotadas as medidas preliminares para apuração interna e prestandas todas as informações necessárias à Polícia Civil.

O policial militar permanece preso em uma Unidade Policial Militar na cidade de Araguaína e à disposição da justiça.

A Polícia Militar reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade, bem como reitera não coadunar com posturas incompatíveis com a nobre função pública.

Polícia Militar do Tocantins

Armas e munições apreendidas durante a operação.
Policiais do GOTE participaram da operação.

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