Crime premeditado

Morte de professora pode ter ligação com magia negra; jovem diz que 'ouvia vozes'

Por Agnaldo Araujo
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21/05/2018 17h40 - Atualizado há 1 semana
Nielcem Fernandes // AF Notícias O delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa de Palmas (DHPP), Guido Camilo, ouviu na manhã desta segunda-feira (21) a namorada do jovem suspeito de assassinar a golpes de faca a própria mãe, a professora Delma França Carvalho Paulino, de 42 anos. O crime aconteceu na última terça-feira (15), dentro da casa da vítima, na região sul de Palmas. O filho e a nora da vítima, uma adolescente de 16 anos, desapareceram no mesmo dia em que o corpo da professora foi encontrado, mas a jovem se apresentou à justiça na companhia do pai após ter sido localizada em Mato Grosso. Segundo a polícia, em depoimento, ela confessou a participação no crime e disse que gosta de ler sobre rituais de magia negra, mas negou que seja praticante. A professora levou pelo menos dez facadas durante o assassinato. Algumas partes do corpo estavam cobertas de sal. "A jovem disse que os dois [o casal] ouviam vozes, e essas vozes diziam que eles deveriam acabar com o sofrimento da vítima [Delma]. Eles aproveitaram que não tinha ninguém na casa, cometeram o crime e fugiram. Desde o início das investigações eles haviam desaparecido, o que fez a polícia suspeitar dos dois", declarou o delegado. À imprensa, o delegado responsável pelas investigações revelou que o crime teria sido premeditado pelo casal. No dia anterior eles teriam comprado barracas e mochilas de camping. "Ela confessou o crime. Ela disse que ajudou a lavar o local onde a vítima foi morta e ajudou a esconder o corpo. A Polícia Civil acredita que houve planejamento e que eles premeditaram o crime. No dia anterior ao assassinato eles compraram barracas e mochilas para viagem", disse. A arma do crime ainda não foi encontrada. A polícia acredita que eles se jogaram a faca fora enquanto viajavam para Mato Grosso. DEFESA A família da jovem alegou que ela possui problemas mentais. Para o delgado, isso só será comprovado com um exame de saúde mental no decorrer do processo de investigação. O advogado de defesa, José Orlando Pereira, afirmou que a jovem não tem participação no crime e que não houve planejamento. "Vamos provar que ela é inocente. Quanto a ele [o filho de Delma] eu não sei. Pode ser que eles estivessem juntos, pois mantinham uma união estável. Ela não confessou a participação no crime, ela deu o seu depoimento. Não houve planejamento no crime. Ela tem transtorno mental, temos os laudos que foram juntados aos autos", explicou. Veja também... http://afnoticias.com.br/estudioso-do-ocultismo-filho-confessa-ter-matado-mae-a-facadas-e-premeditado-fuga/

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