Caso em Divinópolis

Polícia Civil conclui investigação sobre morte de jovem em confronto com a PM e aponta legítima defesa

Na ocasião, jovem tentava matar a companheira.

Por Redação
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28/02/2024 15h35 - Atualizado há 3 meses
Cidade de Divinópolis (TO)

Notícias do Tocantins - As investigações sobre as circunstâncias da morte de um jovem de 24 anos durante confronto com a Polícia Militar em 31 de janeiro deste ano, em Divinópolis, foram concluídas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28).

Na ocasião, os policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de violência doméstica, em que o jovem tentava contra a vida da companheira, de 37 anos.

Conforme apurado, na chegada da guarnição, o sujeito avançou sobre o efetivo policial, chegando a lesionar um dos militares com um facão. Diante da injusta agressão, houve a resposta imediata, sendo que o autor veio a ser atingido por disparo de arma de fogo e mesmo, prontamente socorrido, foi a óbito.

Conforme o delegado José Lucas Melo,  as investigações da Polícia Civil apontaram que o jovem, além de praticar o crime de feminicídio tentado contra a companheira, também cometeu os delitos de resistência e homicídio tentado contra um policial militar, porém, em razão de sua morte, houve a extinção de punibilidade, devendo o caso ser arquivado.

A autoridade policial também ressalta que a atuação e os procedimentos adotados pelos policiais militares que atenderam a ocorrência foi legítima e dentro dos contornos legais, já que agiram para garantir a vida, bem como a integridade da vítima, inclusive se colocando em perigo, haja vista que um dos militares ainda acabou ferido durante a abordagem. Assim, diante da ação em legítima defesa, não haverá qualquer procedimento contra os policiais.

“A atuação policial sempre é pautada e realizada obedecendo aos mais rigorosos padrões de legalidade e atendendo a procedimentos técnicos no sentido de proteger toda a sociedade de ações que coloquem em risco todo e qualquer cidadão. No caso em análise, os policiais militares, após esgotarem os meios técnicos e operacionais, visando preservar a integridade física dos envolvidos, foram atacados de forma violenta, e sem ter outro meio que pudesse cessar a injusta agressão, preservar a própria vida e de neutralizar o agressor”, disse o delegado José Lucas. 

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