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Polícia do Tocantins faz operação em São Paulo contra grupo que invade perfis nas redes sociais

Cartões bancários, chips, celulares, computadores e outros produtos também foram apreendidos.

Por Redação 520
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30/06/2022 14h35 - Atualizado há 1 mês
Materiais apreendidos

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou na cidade de São Paulo (SP) uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado em ataques conhecidos como ‘Sim Swap’ nesta quinta-feira (30).

O crime consiste na transferência fraudulenta das linhas telefônicas das vítimas para chips (Sim Cards) mantidos sob controle de criminosos.

A ‘Operação Paralela’, como foi denominada, cumpriu 14 mandados judiciais, sendo três de prisão temporária e 11 de busca domiciliar, todos em endereços situados em São Paulo (SP).

Ainda foram apreendidos cartões bancários, chips, possíveis documentos falsos, aparelhos celulares, computadores do tipo gamer, além de outros objetos.

Desdobramento

A operação é um desdobramento de investigações que tiveram início no mês de outubro de 2021, quando uma vítima residente em Palmas (TO) perdeu o controle do seu número de telefone e teve todas as suas contas em redes sociais invadidas após a alteração de suas credenciais por criminosos.

As investigações revelaram que, a partir dos ataques de ‘Sim Swap’, o grupo realizava, sempre com o objetivo de obtenção de vantagens econômicas, uma série de outras infrações penais em meio virtual, tais como invasão de dispositivo informático (com o apossamento criminoso das contas em redes sociais das vítimas), estelionato (mediante postagens de vendas por produtos fictícios no perfil invadido), extorsão (exigência de valores às vítimas para resgate das contas invadidas).

Além disso, os suspeitos também praticavam o crime de falsa identidade (criminosos assumiam a identidade das vítimas em redes sociais, inclusive trocando mensagens com seus seguidores), havendo também indícios de cometimento dos crimes de lavagem de capitais e de falsificação de documento público.

Materiais apreendidos

Principais vítimas

De acordo com o delegado Lucas Brito Santana, os integrantes do grupo criminoso invadiam perfis em redes sociais constantemente, sobretudo no Instagram. As principais vítimas são profissionais dos segmentos da saúde e estética de diversas regiões do Brasil, todos com inúmeros seguidores.

Ainda segundo a autoridade policial, o grupo criminoso apresentava uma nítida divisão de tarefas, alocadas em três frentes de atuação:

1 - Núcleo de Coordenação/Chefia, o qual era incumbido de fazer o acesso às mídias sociais invadidas da vítima do ‘Sim Swap’, bem como a cooptação de agentes/colaboradores;

2 - O núcleo operacional, por sua vez, detinha a função de executar a portabilidade fraudulenta do número telefônico da vítima; e

3 – O núcleo financeiro ficava responsável pela pulverização dos valores ilicitamente auferidos no sistema bancário.

Forças policiais

A operação foi realizada por intermédio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), de Palmas, mas também contou com o apoio de diversas forças policiais dos estados do Tocantins e de São Paulo: Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO (TO), 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC - Palmas), 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC - Paraíso do Tocantins), Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT - Palmas), Núcleo Especializado de Computação Forense (Palmas), Divisão de Operações Especiais (DOE-SP), Divisão de Capturas (SP), Grupo Armado de Repressão a Roubos (GARRA-SP), Grupo Especial de Reação (GER-SP) e Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE-SP).

Operação foi em São Paulo

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