Operação

Polícia prende 'Gordinho', líder de quadrilha que estava furtando gado há anos no Tocantins

Última atuação do grupo ocorreu em fevereiro deste ano.

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06/05/2021 14h29 - Atualizado há 1 mês
Operação foi realizada pela Polícia Civil do Tocantins em Uruaçu (GO)

Um homem de 28 anos conhecido como 'Gordinho' foi preso em Uruaçu (GO) durante uma operação da Polícia Civil do Tocantins contra furto de gado nesta quarta-feira (05).

Segundo a polícia, a operação teve como objetivo localizar o paradeiro de “Gordinho”, suspeito de ser o líder e mentor intelectual de um grupo que, há anos, vem cometendo diversos furtos de cabeças de gado nas imediações das cidades de Figueirópolis, Alvorada, Cariri, Formoso do Araguaia e Gurupi, todas no Tocantins.

Durante as investigações, foram captadas conversas que mostram todo o planejamento e execução de crimes na região.

A operação foi batizada de “Apolo”. As investigações estão em andamento há alguns meses.

Liderança do grupo criminoso

A última atuação do grupo ocorreu em uma fazenda no município de Figueirópolis, no dia 27 de fevereiro de 2021, onde o grupo furtou 33 reses de gado de um fazendeiro da região com ajuda do vaqueiro da propriedade vizinha.

O crime ocorreu durante a noite e quando o proprietário estava viajando. Ao ser ouvido no inquérito, o referido vaqueiro confessou a participação no furto e delatou os comparsas no crime. Outro furto praticado pelo grupo ocorreu no município de Alvorada em 2021.

Modus Operandi

O delegado Rossílio Correia explicou que a coordenação das ações ficava sempre a cargo de “Gordinho”. “Antes de furtar o gado, o líder do grupo fazia contato e amizade com funcionários de fazendas e se comprometia a pagar um percentual do gado a ser furtado, que girava em torno de 30% a 40% do total do valor dos animais”, ressalta a autoridade policial.

Em seguida, o bando escolhia um dia chuvoso e uma data em que o proprietário não se encontrasse na fazenda e, com a ajuda do “vaqueiro” comparsa, pegava o gado furtado e o colocava no curral da própria fazenda ou do vizinho.

Depois que os animais estavam fechados, “Gordinho” entrava em contato com um caminhoneiro que transportava o gado da fazenda. Posteriormente, os semoventes eram "esquentados", com notas fiscais falsas e revendidos a receptadores da região.

O grupo procurava agir em fazendas com grande número de cabeças de gado e pouco controle na contagem das mesmas. O esquema era tão bem feito que quando os proprietários descobriam os furtos, já haviam se passado dias ou meses. Também foi apurado pela investigação que muitas das reses furtadas eram revendidas em um açougue localizado na cidade de Gurupi.

Durante a operação, foram identificadas cinco pessoas integrantes do esquema criminoso, sendo um residente em Gurupi, um de Cariri, um de Figueirópolis e dois em Alvorada. O líder do grupo que foi preso tem em sua ficha de antecedentes criminais processos em 2020 na cidade de Formoso do Araguaia por furto de outras 20 reses de gado. As investigações revelaram que, há anos, “Gordinho” e seu grupo vem atuando na região no furto de gado.

A Polícia Civil do Tocantins informou que “Gordinho’ será recambiado para a cidade de Gurupi ainda nesta quinta-feira (06).

O inquérito policial será concluído ainda esta semana e encaminhado à justiça, com o indiciamento de todos os envolvidos pelos crimes de furto qualificado e formação de quadrilha.

A operação foi batizada de “Apolo” em alusão a Apolo, que na mitologia grega era considerado o Deus do Gado e da Agricultura.

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