Fuga em massa

Vítimas de rebelião no Presídio Barra da Grota ainda estão em tratamento psicológico

No total, 28 presos conseguiram escapar da unidade prisional, sendo que nove morreram em confronto com as forças policiais do Estado.

Por Redação 1.370
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24/01/2019 16h50 - Atualizado há 1 ano
Presídio Barra da Grota

Agentes, servidores, reeducandos e os moradores das proximidades do Presídio Barra da Grota, em Araguaína, recebem acompanhamento psicológico e social desde a rebelião ocorrida no dia 02 de outubro do ano passado.

No total, 28 presos conseguiram escapar da unidade prisional, sendo que nove morreram em confronto com as forças policiais do Estado.

O chefe de plantão da unidade, Roberto Aires, e a professora Elisângela Mendes Sobrinho, da Escola Sonho de Liberdade, foram os que mais sofreram em poder dos criminosos. Eles ficaram mais de 24 horas reféns dos bandidos e chegaram a ser levados para uma região de mata.

A assistência é prestada pela a Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju). A pasta informou que disponibilizou uma equipe de profissionais a fim de garantir a manutenção da integridade física e mental das vítimas.

Nossa prioridade foi prestar assistência a todos os envolvidos, por isso disponibilizamos uma equipe de profissionais para o acompanhamento das vítimas. Criamos o Grupo Especial porque o auxílio não deve ser apenas momentâneo, mas prestado de forma contínua para possibilitar a reestruturação emocional e consequente qualidade de vida”, disse o secretário da Seciju, Heber Fidelis

A psicóloga Gezza Maria Ferreira da Silva explicou que a intervenção do psicólogo e do assistente social em situações de emergências e desastres atenua o sofrimento humano e gera melhor qualidade de vida às vítimas de tensão emocional.

Inicialmente, foram realizados estudos e avaliação da situação enfrentada. Com base nessas informações, o Grupo tem prestado específica assistência psicológica e social aos reeducados, servidores e moradores afetados pela rebelião.

Nós estamos acompanhando o impacto desse ocorrido desde o início e prestando a assistência necessária a qualquer pessoa que tenha sofrido transtorno pós-traumático”, contou a psicóloga.

Gezza acrescentou dizendo que o acompanhamento junto aos moradores na comunidade próxima ao Presídio Barra da Grota é feito através do projeto intitulado “Rede de Afetos”.

Os atendimentos ocorrem de forma individual ou em grupos, conforme a necessidade apresentada pelos moradores.

Servidores que compõem o grupo

O Grupo Especial de Trabalho Operativo é composto pelos psicólogos Gezza Maria Ferreira da Silva, Douglas Hermann de Sousa e Kathia Nemeth Perez, e pelo assistente social Enos Passo de Sousa. 

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