Folha Filho

Após prisão, vereador ressurge das cinzas e voltará à presidência da Câmara de Palmas

Nova Mesa Diretora toma posse em 31 de dezembro de 2022.

Por Redação 1.407
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30/06/2022 15h20 - Atualizado há 1 mês
Vereador Folha Filho será o novo presidente da Câmara de Palmas

Após ter sido preso em 2018 por suspeita de corrupção enquanto ocupava o cargo de presidente da Câmara Municipal de Palmas, o vereador José do Lago Folha Filho (PSDB), ressurgiu das cinzas e voltará ao comando do Poder Legislativo da capital durante o biênio 2023-2024. Ele foi eleito presidente nesta quinta-feira (30/6).

A nova Mesa Diretora é composta ainda pelos vereadores Pedro Cardoso (União ) como vice-presidente, Solange Duaillibe (PT) como 1ª secretária, Professora Iolanda Castro (PTB) como 2ª secretária e Waldson da Agesp (AVANTE), o 3º secretário.

Folha venceu com 10 votos, contra nove do vereador Jucelino Rodrigues (PSDB). O parlamentar está no seu 4º mandato e já assumiu a presidência da Casa no biênio 2017-2018.

Pedro Cardoso (União) recebeu 12 votos, Solange Duaillibe (PT) 16 votos, Professora Iolanda Castro (PTB), 13 votos e Waldson da Agesp (AVANTE) 18 votos.

PERÍCIA NAS CÉDULAS

Após o anúncio do resultado, o vereador Jucelino disse que vai solicitar uma perícia técnica nas células de votação, por suspeita de que as mesmas tenham sido marcadas, o que, segundo ele, está em desacordo com o processo eleitoral da Casa. A nova mesa diretora toma posse em 31 de dezembro de 2022.

PRISÃO

Em agosto de 2018, o vereador Folha Filho e outros dois parlamentares (Major Negreiros e Rogério Freitas) foram presos na 2ª fase da operação Jogo Limpo, da Polícia Civil, por suspeita de integrarem um grupo criminoso que teria desviado R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital.

A verba seria destinada a projetos sociais, mas o dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais de 2014.

O suposto esquema envolvia quatro núcleos compostos por servidores, políticos, empresas fantasmas e entidades. Segundo a decisão judicial, 10 entidades investigadas admitiram o uso de notas frias fornecidas por sete empresas fantasmas. As notas seriam para justificar despesas e serviços não realizados. Depois, o dinheiro seria desviado para servidores e agentes políticos ou para terceiros indicados por eles.

Na época, os vereadores negaram as acusações. Mesmo desgastados politicamente, Folha Filho e Rogério Freitas foram reeleitos no pleito de 2020. Já o Major Negreiros não teve a mesma sorte e ficou como suplente.

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