Operação Espectro

Ex-diretor Geral da Assembleia é apontado como líder de esquema criminoso

Por Redação AF
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22/02/2018 12h12 - Atualizado há 1 semana
Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil suspeitas de integrarem um esquema de desvio de recursos públicos por meio de funcionário fantasma na Assembleia Legislativa do Tocantins. O resultado da 1ª fase da Operação Espectro foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira (22). Os indiciados são o ex-diretor Geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, e o atual coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves. A Polícia Civil apontou como líder do esquema criminoso o ex-diretor Antonio Ianowich, que atuou no Biênio 2015/2017, durante a gestão do ex-presidente Osires Damaso, que não é investigado. Ele seria o responsável por encaminhar o decreto de nomeação do servidor fantasma com data retroativa a 12 meses, bem como fazer a inclusão em folha, o pagamento retroativo, a supressão e a falsificação de documentos. O ex-diretor também é acusado de dar o comando ao coordenador de Almoxarifado, apontado como operador do esquema, para intermediar e cooptar o funcionário fantasma. Este, por sua vez, faria o envio da folha de frequência, o recolhimento da documentação e pegaria o dinheiro em espécie, cerca de 90 mil reais. Já o funcionário fantasma teria sido indicado para o cargo de Diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, que recebeu mais de R$ 170 mil em um único pagamento, embora tenha sido nomeado e exonerado no mesmo Diário Oficial. A nomeação ocorreu com data retroativa a 1º de janeiro de 2016, um feriado nacional. Eles foram indiciados por seis crimes: concussão (exigir vantagem indevida), peculato, falsidade ideológica, supressão de documentos, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, a investigação começou a partir da apreensão do celular de Danilo Parente, no qual constava mensagens de WhatsApp direcionada aos demais envolvidos, corroborado com seu depoimento e também com a conclusão da sindicância administrativa realizada pela Assembleia Legislativa. Após o caso ser denunciado pela imprensa, segundo a polícia, o próprio Danilo se arrependeu e procurou o Ministério Público para colaborar com a investigação. “Essa operação terá continuidade. Tem vários inquéritos apurando diversos tipos de fraudes nesse sentido nos vários âmbitos da administração pública do Estado e Municípios”, declarou o delegado Guilherme Rocha Martins. VEJA MAIS... http://afnoticias.com.br/operacao-policial-desarticula-esquema-de-servidores-fantasmas-na-assembleia-legislativa-do-tocantins/

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