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Foco na missão: A defesa dos interesses da advocacia tocantinense - Valcy Ribeiro

Por Redação AF
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28/01/2018 17h12 - Atualizado há 1 semana
Valcy Ribeiro //Artigo Certa vez Jesus em um de seus sermões disse: "E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir." Talvez você esteja dizendo, lá vem mais um texto de cunho religioso, mas já adianto que este não é o escopo, não obstante, o grande Mestre em seus ensinamentos traz à lume o princípio basilar da União entre indivíduos da mesma classe como proteção e conservação de um pelos outros. Imaginemos sob a mesma premissa o exemplo dos Conselhos de Classe Profissionais cuja principal atuação e própria razão de existir seria a proteção dos interesses de seus representados, não se justificando qualquer outra medida que não esteja em consonância com esta missão. A guisa de argumentação, não é concebível que um conselho de classe ao invés de promover ações que visem a proteção de seus representados, comece a fomentar ações estranhas a sua missão institucional e que em nada traga benefícios ao seu público alvo, visto que tais medidas a curto ou longo prazo resultaria em sua própria extinção. Por consequência lógica, a grosso modo espera-se que o Conselho Federal de Medicina - CFM tenha como principal missão a proteção dos interesses do Médico, o Conselho Federal de Odontologia -CFO a proteção do Dentista, a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB a defesa dos interesses do Advogado e assim nos demais conselho de classe profissional, sem o qual, esvaziasse o sentido principal de sua fundação. Ultimamente tem se tornado comum a defesa de políticas de inclusão de minorias, o que de certa forma é louvável quando diz respeito a diminuição de desigualdades e extinção de práticas discriminatórias, todavia, estas não devem ser reservada aos Conselhos de Classe em medida que ultrapasse o percentual voltado a sua principal Missão que nada mais é, como já dito, garantir a proteção dos interesses dos seus representados. Tomemos mais uma vez por base a Ordem dos Advogados do Brasil, por óbvio se espera que esta importante entidade promova a defesa da cidadania, da democracia e dos direitos humanos, sem deixar de lado seu importante papel no atual contexto do nosso País, entretanto, nenhum assunto pode ocupar o primeiro lugar na lista, senão a defesa dos interesses da Advocacia. Aqui devo confessar que a menção a OAB não se deu por acaso, falo com conhecimento de causa por ser advogado há 07 (sete) anos regularmente inscrito nos quadros da OAB Seccional Tocantins, sei bem o quanto é importante ter o respaldo de uma entidade classista no exercício da profissão. Para se ter uma ideia, embora constitucionalmente falando o advogado seja indispensável à administração da justiça, não é raro pelas salas de audiência no Brasil à fora termos cassada a palavra, inclusive já cheguei a presenciar um colega legitimamente constituído não poder falar em nome do cliente por chegar minutos depois do início da audiência, em outras ocasiões somos tratados com descaso nos balcões de alguns cartórios, mesmo assegurado legalmente que não há hierarquia ou subordinação entre advogados, juízes e promotores, tais situações denotam a importância da representatividade efetiva da entidade de classe no enfrentamento destas e outras questões afetas exclusivamente a advocacia. Com efeito, não se pode idealizar uma sociedade livre, justa e solidária sem a presença combativa do Advogado, notadamente em meio a uma sociedade que está cada dia mais complexa e burocrática, é preciso que se garanta cada vez mais a isenção e autonomia profissional e isso somente é alcançado por meio da entidade que representa a classe, no caso a OAB. Na perspectiva de um Advogado Tocantinense, posso lhes assegurar que ainda não tinha vivenciado momento de tamanha dificuldade no exercício da advocacia como nestes últimos anos, e pelo que ouço dizer de alguns colegas, tenho a impressão que não sou o único a vivenciar tais dificuldades. Costumo dizer que viver da Advocacia é uma arte, ainda mais quando esbarramos em malfadadas portarias que dificultam até mesmo o recebimento dos honorários contratados com os clientes, outros amargam a pecha de ter seus nomes protestados por não conseguirem arcar com os compromissos do dia a dia, mas isso é pauta para outra oportunidade. Confesso que já pensei em abandonar a profissão, quantos aí já não cogitaram esta possibilidade? Sou advogado por vocação e mantenho o entusiasmo em meio as lutas, sempre com muita coragem acredito que dias melhores estão por vir, é como diria o saudoso advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto: "A Advocacia não é profissão para covardes." Antes que você pense que estou mudando de assunto e já finalizando, não há nada que mais represente a união de uma classe do que ver a instituição se doar resistindo a toda e qualquer subserviência que lhe é imposta, com autonomia e soberania se ergue no fronte de batalha para estar lado a lado de seus representados, ciente de que destes é composta é sem eles jamais existiria. Valcy Ribeiro - Advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Tocantins (OAB-TO)

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