Só em 2024

Julgamento de PM é adiado pela 6ª vez após ausência de advogado, que leva multa de R$ 26 mil

Policial militar está preso há mais de 3 anos por homicídios em Gurupi.

Por Redação 1.433
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10/11/2023 16h08 - Atualizado há 6 meses
Fórum de Gurupi

A sessão do Tribunal do Júri destinada a julgar o policial militar Edson Vieira Fernandes foi adiada pela 6ª vez. Ele é acusado de integrar um grupo de extermínio em Gurupi, sul do estado.

Desta vez, o cancelamento do júri ocorreu em razão da ausência do advogado de defesa, Paulo Roberto da Silva, que não compareceu nem justificou o motivo da falta, segundo a ata. O julgamento estava previsto para ocorrer na manhã desta sexta-feira (10), no Fórum da Comarca de Gurupi.

Em razão da ausência injustificada, o presidente do Tribunal do Júri, juiz Jossanner Nery Nogueira Luna, multou Paulo Roberto em 20 salários mínimos (R$ 26.400,00). Além disso, cada testemunha ou jurado que teve despesas com o deslocamento até o fórum pode ajuizar ação cível de reparação de danos em face do causídico.

O julgamento do policial militar Edson Vieira Fernandes ficou remarcado para 22 de março de 2024. A Defensoria Pública do Estado será acionada para comparecer à sessão e evitar um novo cancelamento por esse mesmo motivo.

‘Pronto para julgamento’

O juiz Jossanner Nery Nogueira Luna ressaltou que o processo está ‘pronto para julgamento’, lembrou dos 5 adiamentos e disse que o advogado Paulo Roberto tem buscado ‘tumultuar o processo’.

“[...] O Dr. Paulo Roberto da Silva não compareceu, de forma injustificada, no presente julgamento, abandonando assim o processo e causando prejuízo ao erário público e atrasando o julgamento do processo em que seu cliente se encontra preso, e apenas na antevéspera e véspera do julgamento vem buscando tumultuar o processo com requerimentos já preclusos com o fito de justificar sua ausência ao ato processual mais uma vez, após não conseguir êxito no Habeas Corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça e no Pedido de Desaforamento proposto no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins”, citou o juiz.

Denúncia do MPTO

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO), Edson integrava um grupo de extermínio responsável por várias mortes em Gurupi. Ele está preso há mais de 3 anos.

Em julho de 2018, ele teria participado de dois homicídios em um bar localizado no Setor Alto dos Buritis juntamente com o também policial militar Gustavo Teles, o qual foi morto em uma troca de tiros durante uma abordagem policial.

A reportagem solicitou esclarecimentos ao advogado Paulo Roberto da Silva e aguarda retorno. 

Edson Vieira Fernandes

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