Sistema Drousys

Marcelo Miranda usava senhas inusitadas para receber propina da Odebrecht, aponta MPF

Por Redação AF
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25/09/2017 10h05 - Atualizado há 1 semana
Camylla Costa // AF Notícias Um relatório do Ministério Público Federal (MPF) enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) destaca novamente o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), como um dos beneficiados pelo departamento de propina da Odebrecht, o Sistema Drousys. Com base no documento, o gestor apareceu nas planilhas da empreiteira com o codinome “Lenhador” e teria usado as senhas “Passarinho” e “Foguista” para receber dois pagamentos de R$ 500 mil cada, ambos em outubro de 2014, num total de R$ 1 milhão em propina. O documento do MPF evidencia detalhes das planilhas e e-mails que a Odebrecht utilizava para controlar o envio e recebimento de propina. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) disse que todas as doações para a campanha do governador Marcelo Miranda foram feitas dentro da legalidade. LENHADOR  Em abril deste ano, o envolvimento de Marcelo Miranda no esquema de corrupção da Odebrecht já havia sido divulgado. De acordo com as planilhas da empreiteira, ainda em 2012 e 2014, o governador teria recebido o total de R$ 1 milhão a pedido do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB). Nas planilhas divulgadas há aproximadamente cinco meses, Miranda ou o "Lenhador"  foi um dos beneficiados junto com outros vários caciques tocantinenses. No total, os políticos do Estado receberam o acumulado de R$ 9,3 milhões em propina. OUTRAS SENHAS E CODINOMES Além do codinome de Miranda, outros políticos também aparecem no relatório do MPF. Estão nele os codinomes e senhas criativas dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima e  dos ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Conforme o relatório do Ministério Público, como "Primo, "Fodão" e Bicuira', o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) teria recebido mais de R$ 4,9 milhões em propinas. Para retirar pagamentos, teria usado senhas como "Comida" e "Sardinha". O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) já tinha sido apontado anteriormente como "Angorá". Em novos documentos, aparece novamente atrelado ao mesmo codinome. Ele teria recebido um total de R$ 7 milhões. E "OTP", "Foguete", "Morango", "Pinguim", "Pássaro", "Paulistinha" e "Agenda" teriam sido suas senhas. Já o deputado cassado Eduardo Cunha apareceu de novo com o codinome de "Caranguejo" nas planilhas da Odebrecht. Dessa vez, com este mesmo apelido, ele é acusado de receber mais de R$ 28,6 milhões. Como "Acadêmico" e "Calota", nomes novos, teria recebido R$ 3 milhões e R$ 300 mil, respectivamente. Ainda segundo o Ministério Público Federal, Geddel Vieira Lima é "Babel". Segundo as planilhas da Odebrecht, o ex-ministro da Secretaria de Governo teria recebido, em 2008 e 2009, mais de R$ 3,5 milhões. Outros dois pagamentos de 2010 e 2013 teriam rendido mais de R$ 2,2 milhões. O total, portanto, supera R$ 5,7 milhões. Outro também citado é o ex-ministro nos governos Temer e Dilma e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. Como "Rio Grande", ele teria recebido mais de R$ 230 mil em dois pagamentos feitos em 2010. Já como "Fanho", em 2014, teriam sido dois pagamentos de R$ 1 milhão cada. (Com informações da Agência O Globo)

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