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Médica alerta sobre os perigos da picada da aranha marrom; HDT registrou mais de 50 casos

Espécie é comum no Sul e Sudeste do país, mas pode ser encontrada em outras regiões.

Por Redação 1.084
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11/12/2023 11h37 - Atualizado há 7 meses
Médica também dá dicas para evitar as picadas

No período entre janeiro de 2020 e novembro 2023 foram registrados 213 atendimentos a casos de picada de aranha no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), que é referência na região para este tipo de acidente com animais peçonhentos. No mesmo período, foram notificados 51 casos de picada por aranha marrom (loxosceles). Para orientar sobre a prevenção de acidentes com essas espécies, a médica Alessandra Silvério, do HDT-UFT, aborda alguns aspectos do tema.

“A aranha marrom não costuma ser uma espécie agressiva. Geralmente, os acidentes com esse tipo de aranha acontecem quando o animal é comprimido sob o corpo”, explica a médica. É um animal pequeno, costuma ter hábitos noturnos, e geralmente ficam escondidas em locais pequenos, úmidos e com pouca iluminação, como entre telhas, tijolos, madeiras, móveis, quadros, rodapés, próximos de caixas ou objetos que estejam guardados.

As formas de lesão podem ser classificadas de acordo com a gravidade, que vai desde uma forma cutânea leve até uma forma grave. “Inicialmente, pode ser uma lesão pouco característica, que não tem tantas alterações clínicas ou produzem alterações laboratoriais. Se essa lesão permanece com poucas características ou não apresenta nenhuma alteração no local, é fundamental que a aranha seja identificada no momento do acidente para que tenhamos a confirmação do caso”, comenta a médica Alessandra Silvério.

A lesão altamente sugestiva apresenta a palidez da região picada, formando placas marmóreas - lesões menores do que três centímetros, incluindo uma área de endurecimento ao redor, geralmente acompanhada por dor e queimação, além da presença de uma área arroxeada. A médica destaca, ainda, que é importante prevenir esse tipo de acidente por meio da proteção dos locais onde pode haver contato com a aranha marrom.

Confira, abaixo, algumas dicas:

- Manter as áreas externas da casa, como jardins e quintais, sempre limpos, evitando o acúmulo de lixo, entulhos e folhas secas.

- Evitar colocar as mãos em locais como buracos, sob pedras ou troncos podres.

- Sacudir roupas, toalhas, sapatos e lençóis de cama antes do uso.

- Cobrir frestas e ralos de pias e tanques.

- Combater mosquitos e pernilongos, que geralmente são alimentos para as aranhas.

Sobre a Ebserh

O HDT-UFT faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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