Crise na saúde

O drama de mulheres que lutam há vários anos por cirurgias nos hospitais do Tocantins

Por Agnaldo Araujo
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05/06/2018 09h24 - Atualizado há 1 semana
Márcia Costa // AF Notícias Depois de seis anos na fila do SUS aguardando por uma cirurgia na rede pública de saúde do Tocantins, a lavradora Polônia Aparecida Dias Medeiros, de 31 anos, enfim conseguiu realizar o procedimento cirúrgico, mas pela rede particular em um hospital de Goiânia (GO), graças à ajuda de amigos e familiares. A lavradora sofria de endometriose e adenomiose. Ela fez a cirurgia na sexta-feira (1º), já recebeu alta e passa bem. A paciente aguardava a realização do procedimento na rede pública do Tocantins desde 2012. Segundo informações, os agendamentos da fila de espera foram cancelados ainda no início do ano. Apesar de o AF Notícias encaminhar vários pedidos de informações sobre a não realização das cirurgias, o Estado não deu nenhum retorno. Polônia sentia fortes dores todos os dias, sofria com hemorragia, além do crescimento de mioma, infecção do abdômen e inchaços. A lavradora mora na zona rural de Nova Olinda e com muito esforço conseguiu os R$ 10 mil para fazer o procedimento. “Lamentável um Estado novo como o Tocantins está em situação de calamidade. Um caos na saúde. Como tocantinense fico com vergonha de ter que sair do meu Estado porque a saúde aqui não funciona. Retirei um mioma, um cisto no ovário, retirei meu útero. Aqui no Estado, além da longa espera, fui vítima de erro médico”, lamentou. Erro médico Em janeiro de 2017, a lavradora foi internada no Hospital Regional de Guaraí para a remoção do útero e retirada dos focos da endometriose, e teria sido vítima de um erro médico. “O médico fez o corte da cirurgia em mim, mas não retirou o útero e disse que o procedimento deveria ser feito por um médico especialista em endometriose e por isso me encaminhou para Araguaína. Como é que um médico, um profissional da medicina, abre uma pessoa sem ter o devido conhecimento da situação?”, questionou.. Outro Caso Em Ananás, norte do Estado, outra paciente também está na longa fila de espera por cirurgia. A dona de casa Maria do Socorro Silva da Costa, de 51 anos, aguarda desde o ano passado por um procedimento para retirada de um mioma e do útero no Hospital Regional de Araguaína. A única resposta do hospital é que a fila está parada. “Sinto muitas dores, o mioma está grande e não faço ideia de quando o Hospital vai dar continuidade às cirurgias. Não tenho condição de fazer a cirurgia em um hospital particular, e sou obrigada a esperar. Meu medo é que o problema se agrave ainda mais e eu não tenho a quem recorrer”, disse.  
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