Em Couto Magalhães

Ponte ameaça desabar em rota do ônibus escolar e desvio aumenta viagem em quase 3h

O percurso era feito em meia hora, mas agora demora mais de 3 horas.

Por Márcia Costa | Conteúdo AF Notícias 835
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07/12/2021 09h15 - Atualizado há 1 mês
Ponte fica no assentamento Vila do Paraíso

Uma ponte de madeira que está com a estrutura danificada na zona rural do município de Couto Magalhães (TO) tem prejudicado o transporte escolar dos alunos do Assentamento Vila do Paraíso. O problema já dura mais de 70 dias sem nenhuma providência.

Por causa do perigo que a ponte representa, o ônibus escolar tem feito uma rota alternativa que aumenta bastante o percurso da viagem. A ponte é de madeira e foi jogado cascalho por cima. As duas laterais estão danificadas.

Os pais estão preocupados, pois os filhos agora estão saindo mais cedo de casa e retornando mais tarde por causa do longo trajeto.

"Eu tenho três filhos que vão para a escola. Sem essa ponte, o trajeto tá sendo muito maior. Eles almoçam e saem às 9h da manhã daqui de casa para ir pro ponto pegar o ônibus. Chega na escola meio-dia e vai merendar às 15h. Como o aluno aprende alguma coisa, com fome? Adulto já é difícil, imagine as crianças. Ao invés de estudar, estão pensando em comer e as vezes chegam aqui em casa às 20h. Minha preocupação é com meus filhos (sic)", disse o assentado Gilberto Cardoso.

O morador explicou que se a ponte estivesse em boas condições, o ônibus faria o percurso até a escola em apenas meia hora. "Nós somos os últimos da rota, daqui de casa para a escola é 25 quilômetros. De carro gastaria no máximo meia hora, mas essa nova rota é aproximadamente 60 km, gastando mais de 3h. É um absurdo, e a administração não está nem aí pra nada", desabafou.

A reportagem aguarda um posicionamento da Prefeitura de Couto Magalhães sobre a denúncia. O prefeito da cidade é Júlio César (DEM).

VÍDEO DA PONTE

Vídeo

 

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