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Rio transborda, alaga estradas e invade casas no Tocantins; indígenas estão isolados

Por Agnaldo Araujo
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28/02/2018 10h20 - Atualizado há 1 semana
Cerca de 40 indígenas Krahô, da aldeia Takaywrá, a 40 km de Lagoa da Confusão, região sudoeste do Estado, estão em situação de completo isolamento e de calamidade pública devido as fortes chuvas que caíram na região, segundo a Defensoria Pública do Tocantins. O Rio Formoso transbordou, alagando estradas e invadindo residências. O Governo do Estado já decretou situação de emergência em Lagoa da Confusão e mais cinco municípios da região por causa das fortes chuvas. De acordo com o defensor público Leandro Gundim, muitos indígenas da aldeia Takaywrá são idosos e crianças e eles estão 'sobrevivendo' em situação de vulnerabilidade social extrema, falta de saneamento e tratamento de água. “Constatamos uma situação de desrespeito aos direitos humanos, quando toda uma comunidade está sendo exposta a risco de propagação de doenças. Não havia condições mínimas, naquele momento, sequer de moradia digna no local”, disse. Segundo a Defensoria, os jovens indígenas que cursam o ensino médio em Lagoa da Confusão estão sem estudar, pois o ônibus escolar não consegue chegar até um local de terra firme para buscá-los. Com a cheia do Rio Formoso, o entorno da aldeia ficou completamente alagado e os indígenas não possuem motor de popa e nem combustível para trafegarem pelo rio. Ainda segundo o Defensor Público, por não ter lugar apropriado para fazer suas necessidades fisiológicas básicas, os indígenas são forçados a utilizar da água dos rios para essa finalidade e acabam pegando água da mesma fonte para o consumo humano, lavar peças de vestuário e, ainda, lavar utensílios de cozinha. “Quase toda a área de terra firme que eles transitam está alagada, deixando os indígenas sujeitos a todos os tipos de doenças e impurezas”, destacou Leandro Gundim. Ainda conforme o Defensor Público, os animais criados na aldeia, como porcos, galinhas, patos, cachorros, gatos e gado, também estão sendo prejudicados, já que ingerem e defecam no rio. Alguns estão morrendo afogados ou de fome por falta de terra seca. “Sem contar outros animais, como onças, jacarés, cobras e capivaras, que estão surgindo com o aumento das águas, comprometendo a segurança e a saúde desse grupo”, ressaltou. BUSCA POR SOLUÇÃO Diante da situação, a Defensoria afirmou que vai oficiar os órgãos responsáveis para amenizar a situação de calamidade vivida atualmente por esses indígenas, principalmente a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Ministério de Direitos Humanos da União. “Vamos expor os casos de violação da dignidade da pessoa humana, bem como, remeter ofícios para as demandas individuais solicitadas e formalização de demanda judiciais necessárias”, explicou o Defensor Público.

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