Colinas do Tocantins

"Salário do prefeito de Colinas é maior do que o de São Paulo", afirmam professores

Por Agnaldo Araujo
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20/06/2017 10h39 - Atualizado há 1 mês
Professores da rede municipal de Colinas do Tocantins fizeram uma manifestação, na segunda-feira (19), para cobrar o cumprimento do piso salarial nacional do magistério, que teve correção de apenas 7,6%, mas não é pago desde janeiro de 2017. A categoria aproveitou para criticar o aumento de aproximadamente 30% no salário do prefeito, Adriano Rabelo (PRB), do vice e secretários municipais. Com o aumento, o salário do prefeito passou de R$ 16 mil para R$ 21,2 mil. Enquanto isso, o piso salarial do professor é de apenas R$ 2,2 mil, ou seja, o valor mínimo estipulado pelo MEC a ser pago aos educadores. Os manifestantes vestiram preto, foram às ruas e expuseram faixas cobrando o pagamento do piso e criticando o aumento concedido ao prefeito. “Reajuste salarial para o prefeito de 30% tudo, para os professores (7,64%) nada?”, questionava uma faixa. "Prefeito que não valoriza a educação não respeita o cidadão", dizia outra. "Você sabia que o salário do prefeito de Colinas é maior que o do prefeito de São Paulo?", questionava outra faixa. O atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), tem um salário líquido de R$ 17,9 mil, o qual tem doado para entidades que cuidam de pessoas carentes. A população de São Paulo é de mais de 12 milhões de pessoas, enquanto a de Colinas é de 34 mil habitantes, sendo dados do IBGE. Em carta aberta à população de Colinas, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) afirmou que, além de não pagar o piso dos professores, o atual prefeito quer retirar direitos da categoria. Entre eles estão o aumento da quantidade de horas aulas dos professores e a extinção das gratificações. Confira a carta aberta na íntegra Carta aberta à sociedade colinense Colinas do Tocantins, 19 de junho de 2017 "O Sintet vem a público pedir apoio da sociedade colinense visto que os direitos do/as professores/as municipais estão sendo negados pelo atual prefeito. A alegação é falta de dinheiro? Que contradição, pois o salário do prefeito e outros funcionários do alto escalão, como vice-prefeito e demais secretários, tiveram aumento de 29,64% que, por sua vez, foi aprovado mesmo havendo uma Ação Pública na Justiça contestando e considerando o aumento imoral. Mesmo assim o prefeito instituiu e articulou maioria na Câmara Municipal para a aprovação do aumento, inclusive com direito a receber retroativos. Falta de dinheiro? Nos argumentos do gestor falta dinheiro apenas para pagar o reajuste de 7,64% para os/as professores/as que é garantidos pela Lei Federal 11.738/2008. Além de negar a cumprir a Lei do Piso, o prefeito divulgou nota com sanções que serão impostas e que irão impactar negativamente a categoria e os alunos em geral. São elas: Retirada do reforço escolar dos alunos do 1º ano; Aumento da quantidade de horas aulas dos professores; Perda das gratificações; Pagamento do retroativo previsto para 2018 se tiver dinheiro e; Revisão do plano de carreira com intuito de retirar outros direitos; Diante disso, a categoria avisa que não vai aceitar esse retrocesso! Queremos apenas o que é nosso de direito!”

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