Saúde pública do Tocantins

Saúde do Tocantins está 'estrangulada' devido a falta de gestão, diz Kátia Abreu

Por Agnaldo Araujo
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25/04/2018 08h12 - Atualizado há 2 meses
A senadora e pré-candidata ao Governo do Tocantins, Kátia Abreu (PDT), reuniu especialistas e gestores em saúde pública nesta terça-feira (24) para colaborarem na construção de um projeto de governo direcionado à área. Para a senadora, a saúde no Tocantins está 'estrangulada' devido à gestão ineficiente, e não à falta de recursos. Estiveram com a senadora o doutor Júlio Dornelles, diretor da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre – instituição que é referência nacional em gestão e atendimento de excelência -, a ex-secretária de Saúde de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, Sandra Fagundes, e os secretários de saúde Juliana Pinheiro (município de Peixe), Jean Coutinho (Araguaína) e Vânio Rodrigues (Gurupi). Em pronunciamento no plenário do Senado, Kátia Abreu questionou a eficiência do gasto em saúde no Tocantins. De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), o Tocantins é o terceiro Estado que, proporcionalmente à sua população, mais gastou recursos públicos (estaduais e federais) em saúde no ano passado. Foram R$ 939,56 gastos por habitante enquanto a média nacional é de R$ 442,47. “Com relação ao Tocantins, eu posso dizer que, apesar de ter o terceiro maior gasto do país, com certeza tem uma das três piores saúdes do Brasil. Se estamos em terceiro lugar nos gastos e a nossa saúde é uma das três piores do Brasil, para onde está indo esse dinheiro? Como ele tem sido gasto?”, disse a senadora durante pronunciamento. O grupo de gestores e especialistas se debruçou em dados que mostram que, embora o Tocantins aplique 23% do seu orçamento em saúde, quase 90% desses recursos são destinados à mão de obra. “A média nacional é gastar no máximo 60% com folha de pagamento e 40% com insumos, novos equipamentos, manutenção, lavanderia. Mas, com apenas 10% a 15%, não sobra dinheiro para nada”, destacou a senadora. Kátia Abreu lembrou ainda que há 5,8 mil pessoas à espera de cirurgia no Estado, das quais 80% são de baixa complexidade. “A saúde do Tocantins está pedindo socorro, está na UTI e não podemos esperar mais para reverter o quadro”, afirmou. Conforme Kátia Abreu, o Tocantins só precisa de um bom gestor. “Eu tenho esperança. O Tocantins tem jeito. É um estado forte, de gente trabalhadora. Só precisa de um bom administrador com experiência, espírito público e pulso firme”, concluiu a senadora.

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