Denúncia ao MPE

Sindepol acusa gestão Carlesse de perseguição política contra delegado em Palmas

Por Redação AF
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14/08/2018 10h15 - Atualizado há 1 ano
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Tocantins (Sindepol/TO) apresentou uma representação junto ao Ministério Público Estadual, nessa segunda-feira (13), contra o secretário Chefe da Casa Civil na gestão de Mauro Carlesse, Rolf Costa Vidal, por suposta perseguição política contra o delegado Bruno Sousa Azevedo. A suspeita é que alguns atos relacionados ao referido delegado não estariam sendo publicados no Diário Oficial do Estado devido à sua proximidade com o ex-secretário de Segurança Pública, César Simoni, que é candidato ao Governo do Tocantins pelo PSL de Jair Bolsonaro. Caso a denúncia seja comprovada, o secretário poderá responder por ato de improbidade administrativa. No dia 14 de junho de 2018, o delegado Bruno Azevedo foi designado para a Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública (DRACMA) em Palmas, a partir de 07 de junho de 2018. No entanto, a sua nomeação não foi publicada, o que vem causando estranheza, segundo o Sindepol, pois outros atos, com datas posteriores, estão sendo publicados normalmente no Diário Oficial. Conforme o sindicato, um ofício foi encaminhado ao secretário Chefe da Casa Civil solicitando esclarecimentos, ainda no dia 13 de julho, mas nenhuma resposta foi dada. O mesmo delegado foi designado para realizar cadastros de acesso junto ao portal da Central de Serviços Eletrônicos, para que os dados dos Serviços Notariais e Registrais do Estado do Tocantins possam ser acessados. No entanto, a Casa Civil também não publicou a referida portaria. "Típico ato de perseguição, o que vem inviabilizando o cadastro dos Delegados da DRACMA e dificulta os atos de investigação na Unidade", disse o Sindepol. Para o presidente do sindicato, Mozart Felix, não há nenhuma informação sobre o que motivou a não publicação das Portarias. "No entanto, extra-oficialmente, começaram a correr boatos de que a perseguição ao delegado estava ocorrendo em razão de sua proximidade com o ex-secretário de Segurança Pública, Cesar Roberto Simoni. Não admitimos tais repressões e perseguições", afirma Mozart. Durante a gestão de Simoni como secretário de Segurança Pública, o delegado Bruno Azevedo ocupou  o cargo em comissão de Diretor de Inteligência e Estratégia da SSP.

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