Eleição presidencial

Temer decide disputar a reeleição e avisa aliados que defenderá 'legado e honra'

Por Redação AF
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18/03/2018 11h34 - Atualizado há 1 mês
O presidente da República, Michel Temer (MDB), comunicou a interlocutores a disposição em ser candidato nas eleições de outubro. As movimentações já começaram a ser discutidas entre o grupo político do emedebistas, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. Segundo a reportagem, apesar dos baixos índices de aprovação do seu governo - 6% segundo o último levantamento do Instituto Ibope -, o presidente acha que ninguém melhor do que ele será capaz de defender seu legado e sua própria honra. Mesmo sabendo que esse patamar de popularidade é um obstáculo pesado para sua candidatura, Temer acha que poderá melhorar de situação com a confirmação da recuperação da economia e com outras medidas que pretende adotar até o final de seu mandato. Uma das estratégias do presidente será partir para a ofensiva: em vez de esperar que aliados o defendam de acusações de corrupção, ele próprio vai rebater os ataques. Temer não tem a pressão do calendário eleitoral, já que pela legislação ele não precisa deixar o cargo até abril para concorrer - como acontece, por exemplo, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Este precisa, obrigatoriamente, deixar a pasta nos próximos dias se quiser concorrer ao Planalto. Por isso, Temer não tem pressa - pode decidir até julho - e vai esticar ao máximo o anúncio oficial de sua candidatura. Com isso, evita também a politização de todas as futuras ações de seu governo. Quando assumiu o governo, Temer se comprometeu com os partidos aliados a não tentar uma eventual reeleição em troca da sustentação política. O problema é que o quadro que havia em 2016 mudou radicalmente, na sua avaliação. O senador tucano Aécio Neves (MG), que poderia ser um candidato em potencial em 2018, saiu do páreo depois das investigações abertas a partir do escândalo da J&F. Além disso, depois de ser central na formação do primeiro escalão de Temer, o PSDB passou a adotar tom crítico e se afastou do governo federal. INVESTIGAÇÃO Em 27 de fevereiro,  o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o inquérito que investiga Temer por supostamente beneficiar empresas do setor portuário ao editar o Decreto dos Portos, assinado em maio de 2017. Barroso concordou com pedido a Polícia Federal e concedeu mais 60 dias para a apuração do caso. Em junho do ano passado, o inquérito contra Temer foi aberto por solicitação do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A apuração mira os possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. Entre as beneficiadas, estariam as empresas Rodrimar e também a holding J&F, controladora da JBS.

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