Cenário da segurança pública

Tocantins tem déficit de 1.165 policiais civis; com concurso já homologado, aprovados aguardam nomeação

Por Redação AF
Comentários (0)

13/03/2017 14h22 - Atualizado há 6 dias
O resultado final do concurso público da Polícia Civil foi homologado na semana passada, com a classificação e nota dos aprovados devidamente publicadas no Diário Oficial com decreto assinado pelo governador Marcelo Miranda. Desta forma, os candidatos aprovados no certame destinado ao provimento de vagas e à formação de cadastro reserva para os cargos de Delegados de Polícia, Agente de Polícia, Escrivão de Polícia, Papiloscopista, Agente de Necrotomia, Médico Legista, e Perito Criminal - todos da Polícia Civil, aguardam agora a nomeação e a posse, ainda sem data prevista. Enquanto de um lado eles esperam ansiosos a convocação para começar a trabalhar, de outro, a população anseia a chegada desses novos policiais que entrariam para a corporação como um reforço importante no quadro da segurança pública do Tocantins. Segundo levantamento realizado pela própria comissão de candidatos aprovados, com base em dados do Portal da Transparência, o 'Defasômetro da Polícia Civil' apresenta, hoje, um déficit total de 1165 policiais civis no estado do Tocantins. De acordo com as estatísticas, o cargo de escrivão de polícia é que apresenta maior déficit, com 56,74% de carência de profissionais. São 571 cargos abertos, segundo determinação do próprio governo, mas apenas 247 ocupados. Com base no levantamento, os cargos de agente de polícia e delegado de polícia também não ficam atrás na falta de efetivo, apresentando um déficit de 54,08% e 50,41% profissionais, respectivamente. No caso dos agentes, são 932 cargos previstos em lei, com uma ocupação atual de 428 e uma vacância de 504. Para delegado de polícia são 244 vagas e 121 ocupadas. No concurso foram abertas 131 vagas. Seguindo o balanço realizado pela comissão está o cargo de perito criminal, que tem atualmente 132 peritos na ativa e um déficit de 85, o que representa uma defasagem de 39,17% profissionais. No certame, foram aprovados 80 peritos, incluindo 16 para o cadastro de reserva. No caso dos cargos de agente de necrotomia, papiloscopista e médico legista o déficit chega a 34,02%, 34,03% e 33,70%, respectivamente. Os números podem parecer complicados, mas o significado é um só: a confirmação da carência de policiais civis nas ruas investigando os crimes e ajudando a punir a violência que vem assolando o Tocantins e sua sociedade. Uma realidade que poderia ser diferente. Afinal, desde 2014 mais de 500 candidatos aprovados no concurso aguardam a finalização do certame que foi realizado ainda no mês de julho daquele ano. Ao todo, aproximadamente 16 mil candidatos fizeram as provas da primeira fase. Já a segunda etapa foi realizada no segundo semestre do ano passado, com o curso de formação. Na opinião de um dos aprovados no concurso para o cargo de perito criminal, Joel Oliveira, a demora para nomeação prejudica não apenas os candidatos que investiram tempo, dinheiro e dedicação para serem aprovados, mas toda a população, que com a convocação destes profissionais, poderia exercer seu direito de ir e vir, sem se preocupar em ser vítima de algum crime. “O quadro efetivo de todos os cargos estão muito defasados, a ponto de comprometer, seriamente, a prestação da segurança publica à população. A demora para nomear e colocar os aprovados em serviço acarreta prejuízos à população, tendo em vista que o Estado custeou a formação de todos os aprovados e, até agora, o cidadão ainda não pode contar com esse reforço para a sua segurança. Segurança Pública é essencial e nós estamos ansiosos para começar a trabalhar pela sociedade tocantinense”, afirma Joel. O aprovado ao cargo de delegado, Anderson George de Lima Casé, concorda com Joel. Para ele, além da expectativa dos candidatos há a importância da nomeação para completar o quadro da Segurança Pública no Estado, o que como consequência, auxiliará e muito o combate ao crime no Tocantins. “Nós sabemos que o nosso trabalho vai ajudar na diminuição da criminalidade. Além do mais, estamos devidamente qualificados com um excelente curso de formação e por isso estamos aptos para contribuir para transformar nossa sociedade mais segura”, finalizou Anderson.

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Nas Redes
Nosso Whatsapp
063 9 9242-8694
Nosso Email
redacao@arnaldofilho.com.br
Copyright © 2011 - 2018 AF Notícias. Todos os direitos reservados.