15 anos

Vencedor do 1º Festival de Pipa de Araguaína usou babaçu, antiga fita cassete e lata de leite em pó

O evento ocorreu no sábado, 14, e premiou a pipa mais sustentáveis e de valorização da cultura regional.

Por Redação 1.276
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16/09/2019 14h31 - Atualizado há 9 meses
Wilson de Araújo tem 15 anos

Nesse fim de semana, o Parque Cimba foi mais uma vez palco para eventos que atraíram centenas de pessoas. Realizado no sábado (14), o 1º Festival de Pipa de Araguaína coloriu o céu numa disputa criativa que premiou a pipa mais sustentáveis e de valorização da cultura regional.

Também no local, entre sexta-feira e domingo, 800 pessoas passaram pela Feira do Trabalho para comprar produtos artesanais e reaproveitados.
 
Desde 2015, o local é uma referência para prática esportivas e de lazer para todos araguainenses, sendo usado para confraternizações, como aniversários, piqueniques e até casamentos.

O parque ainda recebe atrações do Calendário Cultural do Município, como o Festival São João do Cerrado e o espetáculo Via Sacra. Além de outros eventos, como o Campeonato Municipal de Calistenia e Festival Food Truck, que tiveram duas edições, cada.
 
Araguaína nas alturas

Com mais de 75 mil m² e sem postes com fiação elétrica, o Parque Cimba é um local ideal para quem gosta de soltar pipa. Para incentivar a brincadeira de maneira saudável, a prefeitura promoveu o festival do esporte e premiou os competidores que criaram suas pipas com maior criatividade, mais sustentabilidade e valorização da cultura local. Foram 25 competidores divididos em três categoria: infantil, juvenil e adulto.
 
O maior pontuador e vencedor da categoria juvenil foi o estudante Wilson de Araújo, 15 anos. O jovem produziu sua pipa usando madeira seca do babaçu, recortou em tiras uma antiga fita cassete e reutilizou uma lata de leite em pó como carretel. Além do reaproveitamento, a pipa também levou pontos na cultura, já que Wilson reproduziu na seda a bandeira do Tocantins. “Eu mesmo fui buscar a madeira no brejo”, comentou o vencedor.
 
Oportunidade de negócios

A Feira do Trabalho deste ano dobrou o número de artesãos participantes em relação ao ano passado. Foram convidados ex-alunos do Centro de Geração de Renda e Escola de Escola de Artes de Araguaína Raimundo Paulino (Reciclarte), Grupo Arte e Talento e também profissionais autônomos, além de quinze comerciantes de alimentos e de brincadeiras, como pula-pula e touro mecânico.
 
A matéria-prima para fazer o sabão que Carmem Corado, 53 anos, vende vem do óleo usado em lanchonetes. Para a artesã, a feira foi uma ótima oportunidade para mostrar seu trabalho e mostrar que é possível fazer um bom produtor usando algo que iria ser descartado.

“A gente tem uma barraca no Mercado Municipal, mas nem de perto temos lá a exposição que tivemos aqui. Nós vendemos 13 potes de sabão”, contou.
 
Maior frequência e empreendedorismo

Segundo o diretor municipal de Políticas Públicas, Lucas Andrade, o objetivo é tornar a feira mais frequente e, assim, também fidelizar o público. “Nós já temos mão de obra capacitada. São pessoas que produzem peças belíssimas e, geralmente, os araguainenses acabam buscando peças iguais em outros centros por não conhecerem o trabalho local. Agora, vamos mudar isto dando sequência ao trabalho da capacitação com aulas de empreendedorismo”, explicou.
 
Para a artesã de vestuário infantil Sara Marinho, 29 anos, colocar a feira no Calendário Cultural do Município será importante para o crescimento de seu negócio. “Eu vendo por mostruário que tenho no Instagram, a cliente encomenda e eu produzo. Ainda não tinha feito tanto para apresentar, e mesmo quem já era cliente ficou surpresa com as peças. Elas não tinham a oportunidade de pegar as peças na mão”, relatou.

(Marcelo Martin)

Feira do Trabalho

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