Recebimento indevido

8.227 servidores públicos do Tocantins estão na mira do MPF por causa do auxílio emergencial

O prejuízo aos cofres públicos gerados só no Tocantins chega a R$ 12,5 milhões.

Por Redação 4.793
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14/08/2020 10h34 - Atualizado há 2 meses
Recebimento indevido do auxílio deixou prejuízo bilionário ao Brasil

O governo identificou o pagamento do auxílio emergencial a 680 mil servidores públicos. Os repasses ilegais, somados, chegam a R$ 1 bilhão e serão investigados pelo MPF (Ministério Público Federal).

As irregularidades foram identificadas em auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União).

No Tocantins foram detectados 8.227 servidores, gerando um prejuízo de R$ 12,5 milhões. No levantamento anterior foram identificados 4.112 servidores estaduais e municipais, ou seja, o número dobrou.

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+ TCE e CGU detectam que 4.112 servidores do Tocantins receberam auxílio emergencial

Já no Brasil, no balanço anterior, divulgado em junho, a CGU tinha identificado 396.316 servidores cadastrados e um prejuízo de R$ 279,6 milhões. Ou seja, o número de servidores quase dobrou e os prejuízos aos cofres públicos mais que triplicou.

O Maranhão foi o estado que apresentou o maior número de servidores recebendo irregularmente, com 102 mil cadastros.

INVESTIGAÇÃO DO MPF

No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu enviar ao MPF uma lista com os beneficiários que supostamente cometeram fraudes para receber indevidamente o auxílio.

Diante das graves irregularidades, o ministro relator do processo, Bruno Dantas, decidiu enviar os "casos mais escandalosos" aos investigadores para que os beneficiários sejam processados criminalmente.

Há, por exemplo, aposentados da Justiça Federal e do Banco Central na lista do socorro do governo com aposentadorias de R$ 25 mil e R$ 50 mil por mês.

Número de servidores federais que receberam o auxílio irregularmente

- Civis: 14.182 (R$ 16,8 milhões)

- Militares ativos e inativos ou pensionistas: 52.001 (R$ 39,4 milhões)

- Funcionário de empresas estatais: 950 (R$ 1,5 milhão)


Número de servidores estaduais e municipais que receberam o auxílio irregularmente

- Acre: 1.962 servidores (R$ 2,8 milhões)

- Alagoas: 35.706 servidores (R$ 65 milhões)

- Amazonas:15.227 servidores (R$ 24,7 milhões)

- Amapá: 2.488 servidores (R$ 2,6 milhões)

- Bahia: 82.977 servidores (R$ 136,7 milhões)

- Ceará: 38.785 servidores (R$ 49,4 milhões)

- Distrito Federal: 1.590 servidores (R$ 2,5 milhões)

- Espírito Santos: 7.109 servidores (R$ 11,3 milhões)

- Goiás: 25.527 servidores (R$ 33,4 milhões)

- Maranhão: 102.985 servidores (R$ 168,8 milhões)

- Minas Gerais: 60.838 servidores (R$ 93,4 milhões)

- Mato Grosso do Sul: 6.383 servidores (R$ 8,9 milhões)

- Mato Grosso: 4.007 servidores (R$ 7,2 milhões)

- Pará: 10.538 servidores (R$ 17,5 milhões)

- Paraíba: 36.218 servidores (R$ 47,7 milhões)

- Pernambuco: 21.355 servidores (R$ 31,3 milhões)

- Piauí: 6.996 servidores (R$ 10,2 milhões)

- Paraná: 19.463 servidores (R$ 25,8 milhões)

- Rio de Janeiro: 40.998 servidores (R$ 64,1 milhões)

- Rio Grande do Norte: 20.277 servidores (R$ 25,9 milhões)

- Rondônia: 3.748 servidores (R$ 4,8 milhões)

- Roraima: 2.148 servidores (R$ 3,2 milhões)

- Rio Grande do Sul: 4.365 servidores (R$ 5,2 milhões)

- Santa Catarina: 5.180 servidores (R$ 7,2 milhões)

- Sergipe: 12.520 servidores (R$ 16,6 milhões)

- São Paulo: 35.826 servidores (R$ 44,4 milhões)

- Tocantins: 8.227 servidores (R$ 12,5 milhões)

(As informações são da Folha de S. Paulo)

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