Tocantins

A honestidade do homem que vendeu por R$ 2,5 mil terreno que valeria milhões anos depois

O comprador descobriu um fervedouro na área e hoje vale cerca de R$ 15 milhões.

Por Redação 5.485
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31/08/2019 14h33 - Atualizado há 1 mês
O senhor Magdal (camisa vermelha) manteve a palavra e cumpriu o negócio

O senhor José Magdal Ribeiro, 69 anos, é um cidadão que faz de tudo para honrar os compromissos e cumprir fielmente com sua palavra, que vale tanto quanto um documento assinado.

Ele é morador da pequena e carente cidade de São Félix do Tocantins, na região do Jalapão, que fica a 270 quilômetros de Palmas, dos quais 147 são de estrada de chão, o que torna o trajeto sofrido e comprido, uma média de 5 horas de viagem.

Um negócio feito por ele há mais de cinco anos foi destaque durante a 4ª edição do Mutirão da Cidadania e Justiça, da Comarca de Novo Acordo, realizado durante os dias 26 e 28 de agosto.

Tudo começou ainda em 2013, quando, num contrato de compra e venda, o senhor José Magdal Ribeiro vendeu, por apenas R$ 2,5 mil, 1 alqueire de terra para Gercimar da Silva Xavier.

A área está localizada dentro de um terreno bem maior, que pertencia à sogra de seu Magdal, Marcelina Sousa Cunha, falecida ainda em 2007.

Ao tentar fazer seu inventário para concretizar a venda, descobriu que no registro do imóvel dona Marcelina trazia um sobrenome diferente, Marcelina Souza Neres. Então era preciso fazer essa correção para concluir o inventário e transferir a área vendida ao novo dono.

Entre 2013 e 2019, muita coisa mudou. O comprador da terra, Gercimar, descobriu um fervedouro justamente na área vendida por Magdal, o Jalapão também ganhou fama internacional e elevou em muito o valor da área, avaliada atualmente pelo próprio comprador em cerca de R$ 15 milhões (ele já até construiu uma pousada no local). 

O contratempo jurídico, o novo valor milionário do imóvel, o tempo, nada mudou o foco do senhor José Magdal Ribeiro, que era honrar o contrato de compra e venda.

“Fiquei sabendo que nesse mutirão poderia resolver a questão e consegui. Agora é fazer o inventário e entregar a Gercimar a parte dele. Graças a Deus”, comemorou, segurando nas mãos o documento assinado pela juíza titular da comarca, Aline Bailão Iglesias.

Gercimar da Silva Xavier no fervedouro

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