Davi Henrique

Adolescente esperou mais de 10 anos para fazer cirurgia e drama termina após 'Opera Tocantins'

Em outro caso, uma jovem de 16 anos esperou metade da vida pelo procedimento.

Por Redação 876
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25/10/2019 14h58 - Atualizado há 2 anos
Cirurgia sendo realizada

Atualmente com 13 anos, o adolescente de Porto Nacional Davi Henrique Guedes precisou esperar mais de dez anos para conseguir a remoção das amídalas que lhe causavam tanto sofrimento.

O drama dele foi semelhante ao da estudante de Dianópolis Maiara Sousa, de 16 anos, que esperou metade da vida (oito anos), por uma cirurgia de adenoide. Os dois procedimentos foram realizados nesta quinta-feira (24) no Hospital Regional de Paraiso (HRP).

A mãe de Maiara Sousa, Neusa Sousa, falou sobre o drama vivido. “Fazíamos os exames pré-operatórios, mas eles venciam e não chamavam ela para a cirurgia. Agora conseguimos fazer tudo rápido e fomos muito bem atendidas”, disse.

Foi para acabar com situações como estas e garantir atendimento digno aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), no Tocantins, que o Governo do Estado sancionou a Lei Nº 3.369, de 04/07/2018, que instituiu o Programa de Aprimoramento da Gestão Hospitalar (Pagh-Cirúrgico), o Programa Opera Tocantins, o qual já se consolidou pela alta resolutividade com a diminuição das filas de cirurgias eletivas, bem como pela eficiência nos procedimentos e pela boa recuperação dos pacientes.

Operada no mesmo mutirão e com experiência positiva, a dona de casa Vanessa Silva, 25 anos, veio de Monte Santo. “As dores eram tão fortes que eu não conseguia fazer os serviços domésticos, mas foram só uns cinco meses entre o diagnóstico e procedimento de retirada da vesícula (colecistectomia)”, afirmou.

Já, o trabalhador rural, Ramiro Pereira, 46 anos, foi diagnosticado com Hérnia Inguinal bilateral, disse que estava muito satisfeito por realizar a segunda cirurgia em menos de cinco meses de ter feito a primeira e já contava os dias para voltar à vida normal. “Sou muito grato a esse Programa do Governo para diminuir a fila do SUS porque saúde é tudo na vida”, afirmou.

                                     Ramiro Pereira

A coordenadora da Gerência de Procedimentos Ambulatoriais e Cirúrgicos, Nájla Tenório, explicou que o HRP é referência para toda a Região da Saúde Cantão, mas que no Opera, está recebendo demandas em otorrinolaringologia de todo o Estado. “Para acontecer o Programa exige vários procedimentos prévios, que vão desde a seleção dos casos para otimizar a logística material e humana de cada mutirão, até a realização de ‘reuniões de consentimento informado’, com pacientes da ginecologia, por exemplo, para explicar os benefícios e riscos de cada cirurgia”, concluiu.

O técnico em regulação Wiliasmar Alves falou sobre a preparação dos mutirões e receptividade do Opera pelas equipes médicas e multiprofissionais, que são montadas por adesão e fechadas com, no máximo, cinco dias de antecedência. “Só neste mês planejamos 12 mutirões, com 45 cirurgias. Esse número é bastante expressivo, principalmente se considerarmos que a emergência continua funcionando 24 horas e as cirurgias eletivas páreo a páreo acontecendo normalmente”, ressaltou.

Para a diretora geral do HRP, Leiliane Alves, a iniciativa do Governo na criação do Opera foi determinante para resolver as demandas de necessidade da sociedade, acumuladas há muitos anos. “Então eu vejo isso como um grande avanço para a saúde da população. Nós, do HRP, estamos muito felizes porque nós temos uma excelente estrutura e capacidade técnica para tocar essas cirurgias. Por sentirmos da sociedade o anseio em realizar os procedimentos e a satisfação no pós-operatório; pela motivação das nossas equipes, sempre bem articuladas e empenhadas, tanto que todas as nossas clínicas que operam aderiram ao Programa. É muito gratificante porque o Opera veio para ajudar muitas pessoas”, finalizou.

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