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Amastha sonha em ser governador, agora só falta combinar com o povo e com todo mundo

Por Agnaldo Araujo
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14/07/2017 10h07 - Atualizado há 1 mês
Alberto Rocha//artigo Aproveitei esses dias e fui para o nordeste buscar sossego nas praias de Natal, João Pessoa e Porto de Galinhas. Fora a carestia, o resto foi tudo bem. Por lá, só o barulho das ondas e o uivar dos ventos do oceano atlântico. Nada de política. Digo política porque eu também estou com o coração enjoado da política. Dez horas da manhã, praia de Porto de Galinhas, Pernambuco, e meu telefone toca. Era um “amigo” infernizando minha vida com notícias sobre a pretensão do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, em se candidatar ao governo. Desliguei, ele ligou de novo. Putz. Pedi um dinheiro emprestado, mas ele disse que não tinha. Aí falei que a ligação estava cortando, desliguei. Naquele momento, nada mais era tão importante para mim do que aquele vento suave do atlântico no meu rosto. Três dias depois acordei do sonho do atlântico e caí no pesadelo de uma possível realidade: Amastha governador? No lugar de quem? Furou a fila? Tem grupo? Tem voto? Combinou com quem?  Mas, em política, tudo e nada podem acontecer. Quem é Amastha? Para a maioria dos tocantinenses, Amastha é menos conhecido do que um crexexé ou um  auinmaué. Mas, Amastha não é aquele que chamou os políticos de vagabundos? Mas ele não faz parte da mesma categoria a quem ele chamou de vagabundos? Amastha, a tempestade perfeita do cerrado, tem o direito de ser o que ele quiser ser, inclusive candidato a governador, mas precisa fazer mais rastros na terra do pequi. O homem de dupla nacionalidade não pode confundir o lago de Palmas com o mar das Caraíbas (caribe), oceano que banha sua cidade natal colombiana, Barranquilla, onde tem o maior carnaval do mundo. Mesmo sabendo usar a comunicação a seu favor, principalmente as redes sociais, Amastha precisa aprender a frear a língua, provocar menos, trabalhar mais e respeitar a própria classe a que pertence. Amastha precisa também medir as conseqüências das palavras e parar de se comportar como adolescente mimado ou como mulher menstruada, que está sempre irritada. Alguém avisa aí para o Amastha o ditado: “o brejo está sempre aberto para qualquer animal teimoso”. Alguém avisa aí para o Amastha que a fila para governador começa lá na Pedra de Amolar (Esperantina) e ninguém sabe onde termina. Avisa também ao Amastha que, quem deseja chegar ao Palácio Araguaia, precisa se atrasar nas provocações e se adiantar nos elogios. Quem fizer o contrário fica para trás como um barco parado no meio do rio e sem o mapa do caminho. Ah, e os que forem atravessando o rio, apenas vão dizer: Hasta la vista baby Alberto Rocha é jornalista

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