De Miracema

Aos 50 anos, tocantinense sonha em conhecer pai biológico que mora em MS

Ela mora em Miracema e terá o sobrenome do pai biológico incluído nos documentos pessoais.

Por Agnaldo Araujo
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08/11/2018 16h28 - Atualizado há 3 meses
A mulher mora em Miracema

Aos 50 anos de idade, Eleanara Ferreira de Moura conseguiu recentemente o reconhecimento de paternidade e sonha em conhecer o pai biológico. Ela reside em Miracema do Tocantins e ele no Mato Grosso do Sul.

A justiça deferiu o pedido de Eleanara no dia 19 de outubro em uma ação intermediada pela Defensoria Pública do Estado (DPE). Um exame de DNA comprovou a paternidade e agora o sobrenome do pai biológico e dos avós paternos serão incluídos nos documentos pessoais da trabalhadora autônoma.

Eleanara afirma que sempre soube quem era seu pai biológico, mas a família dele dificultava o encontro. “Minha mãe nunca escondeu de mim quem era o meu pai biológico, mas a família dele não deixava eu entrar em contato”, contou. 

Ela disse que, aos 15 anos, chegou a ir na residência de um irmão dele, no Rio Grande do Sul, para encontrá-lo. “Toda vez que eu buscava notícias, uma cunhada do meu pai me falava que ele não queria me conhecer, que eu ia prejudicar a família dele”, afirmou.

Eleanara ressaltou ainda que conhecer e ser reconhecida pelo pai se tornou não só um sonho, mas uma meta de vida. “Eu creio que ele sempre soube que eu era filha dele, mas ele tinha medo da aceitação da família, então, sempre alegava que precisava fazer exame de DNA”, lembrou.

Justiça

Sem sucesso nas tentativas de contato pessoal, em outubro 2015, com o incentivo de amigos e familiares, Eleanara decidiu dar entrada na ação de paternidade, via a Defensoria Pública

Para a defensora pública Franciana de Fátima, que realizou a defesa de Eleanara, o reconhecimento de um filho ultrapassa a questão jurídica, estando intimamente ligado a atributos de vida e cidadania.

A qualquer indivíduo é dado o direito de conhecer a sua origem e de com ela estabelecer os vínculos inerentes. É necessária a conjunção de forças de ambos com o fito de formar um cidadão digno e honesto. É, sem dúvida, direito fundamental de proteção à família”, declarou a defensora pública.

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