Concurso público

Candidatos do concurso da PM recorrem à Justiça e são incluídos como alunos-soldados

Curso de Formação terá duração de 1.600 horas/aula.

Por Redação 1.844
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05/04/2022 16h44 - Atualizado há 2 anos
Solenidade de ingresso dos novos alunos-soldados da PMTO

Nove candidatos do concurso público da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) conseguiram por meio da Justiça a inclusão nos quadros da corporação na graduação de aluno-soldado e vão participar do Curso de Formação. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) dessa segunda-feira (4).

De modo geral, maioria desses candidatos recorreu ao Poder Judiciário após reprovação na última fase do certame, a etapa de investigação social e de vida pregressa, questionando os critérios subjetivos da avaliação. A Justiça acatou os argumentos iniciais e concedeu decisões liminares favoráveis aos candidatos.

No dia 21 de março, o Governo do Estado realizou a solenidade de ingresso de 1.000 alunos-soldados na Polícia Militar. Posteriormente, em razão de várias desistências e ausências, foram convocados mais 109 candidatos.

Os alunos foram divididos em 28 turmas. O curso terá duração de 1.600 horas/aula e os participantes ainda terão formação superior de Tecnólogo em Segurança Pública, ofertada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO). A expectativa é que os novos soldados estejam atuando nas ruas em setembro.

O salário do aluno-soldado passou para R$ 1.732,12 após a recente correção salarial de 6%, que entrou em vigor em 1º de abril. Após a formação, como soldado 2ª classe, será de R$ 3.464,23. Na primeira classe, R$ 4.948,90.

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Concurso Público 

O concurso público da PMTO teve 45.815 candidatos inscritos e 1.125 aprovados ao final. Após a convocação e apresentação de documentos foram incluídos 897 candidatos na corporação, e com mais algumas desistências no dia da solenidade, ficaram 109 vagas em aberto. O edital ofertou 1.000 vagas.

Não haverá aumento de vagas

A Polícia Militar também descartou a possibilidade de aumentar o número de vagas do certame para 1.500. "Não existe a possibilidade jurídica de convocação de candidatos acima do limite previsto [em edital]", afirmou a instituição. 

O governador Wanderlei Barbosa chegou a anunciar o aumento de vagas durante seu discurso de posse, mas disse que errou. "Outro dia, no meu discurso de posse, eu ia falar que daria posse a mil policiais, como previsto no edital, mas eu errei, foi um erro que reconheço, e falei 1.500, foi um erro de discurso”, tentou  justificar o governador, durante agenda em Araguaína.

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