Saúde

Com 522 pacientes atendidos, Tocantins zera fila de espera por tratamento de hemodiálise

A doença renal, na maioria das vezes, é silenciosa e decorrente de outras patologias.

Por Redação
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14/09/2020 09h15 - Atualizado há 1 mês
Clínica de hemodiálise

O Governo do Tocantins anunciou nesta segunda-feira (14) que zerou a fila de espera para tratamento de hemodiálise. Atualmente, 522 pessoas com insuficiência renal utilizam o serviço através do Sistema Único de Saúde (SUS), em quatro centros de nefrologia e 101 máquinas de hemodiálise disponíveis no Estado.

A doença renal, na maioria das vezes, é silenciosa e decorrente de outras patologias, principalmente de hipertensão e diabetes.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Edgar Tollini, a ausência de fila de espera para hemodiálise é resultado do trabalho da Gestão Estadual de Saúde, em parceria com o Governo Federal. “São investidos cerca de R$ 32 milhões de reais anualmente no tratamento dos pacientes com insuficiência renal crônica e aguda, empenho esse que garantiu os atendimentos da população tocantinense”, afirmou.

O secretário também disse que esses valores são referentes a contratos das quatro unidades de tratamento que o Tocantins possui, sendo a Pró Rim responsável pelos atendimentos em Palmas e Gurupi; e na cidade de Araguaína a unidade do Instituto de Doenças Renais do Tocantins (IDRT) e a Renal Center.

Em Palmas, 235 pacientes recebem atendimento de hemodiálise ou de diálise peritoneal. O médico nefrologista da Fundação Pró Rim, Antônio Amadeu Parisotto Giannese, explica que a hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue.

“A terapia renal substitutiva é realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais. Ele explica ainda que a insuficiência renal aguda é quando ocorre à súbita e rápida perda da função renal, mas é reversível. Já a crônica é quando esta perca é lenta, progressiva e irreversível”, destacou.

O aposentado João Batista Correto de Araújo, 68 anos, faz hemodiálise há três anos e quatro meses em Palmas. “Quando mais jovem, eu me sentia muito mal, foi então que descobri que estava com diabetes. Em 2011, fui fazer uma consulta com um endocrinologista e ele me disse que meus rins estavam parando de funcionar. No ano de 2017, não tive outra escolha, iniciei o tratamento de hemodiálise para garantir a minha vida. Após o período de adaptação ao tratamento, posso dizer que me sinto muito bem, cuido da minha alimentação, faço atividades físicas, tudo conforme as orientações médicas. O tratamento na clínica é ótimo, não tenho do que reclamar. Levo uma vida normal, a única coisa que me faz falta é o trabalho, pois por conta do tratamento, não pude continuar minhas atividades”, afirmou.

ARAGUAÍNA

No norte do estado, o Instituto de Doenças Renais do Tocantins presta serviço ao SUS desde 1995, ou seja, há 25 anos por meio de contrato firmado por licitação com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

"Já estamos com registro de 965 pacientes com diagnóstico de Doença Renal Crônica estágio 5 (dialítico). Além de 4.400 fichas de atendimento de consulta ambulatorial e Nefrologia pelo SUS", disse o diretor médico Marco Antonio Correa Galvão.

Sobre a Doença Renal Crônica

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a doença renal crônica (DRC) se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, além de produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas.

Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas ou eles são poucos e inespecíficos. Por este motivo, pode haver demora no diagnóstico e ele só acontecer quando o funcionamento dos rins já estiver comprometido, necessitando tratamento por meio da diálise ou transplante renal.

Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, que tem tratamento e pode ser observada com a realização de exames de baixo custo, como o exame de urina e a dosagem de creatinina no sangue.

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