Advocacia

Comissão da Advocacia Jovem da OAB/TO é contra impulsionamento nas redes sociais

Proposta é defendida pela presidente da Comissão da Advocacia Jovem, Iara Lima.

Por Redação
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13/04/2021 11h05 - Atualizado há 2 meses
Gedeon Pitaluga, presidente da OAB/TO

As mudanças nos padrões de publicidade da advocacia estão no centro do debate para a classe em todo o Brasil. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins declarou apoio à mudança no provimento 94/2000 (que trata sobre publicidade na advocacia) e que foi criado antes de sequer existir a principal forma de comunicação atual em todo o mundo: as redes sociais. 

A proposta defendida pela presidente da Comissão da Advocacia Jovem, Iara Lima, aponta que o provimento (94/2000) precisa ser mais específico, descritivo e com definições claras quanto ao que é proibido e autorizado, que tenha o espírito de modernizar, atento a intensificação do uso dos meios digitais.

“Nosso conselho encarou esta discussão de forma responsável e dinâmica. Tivemos a oportunidade de ouvir diversas posições e, de forma amadurecida, estabelecer um consenso no tocante ao apoio da proposta apresentada pela CAJ. Um indicativo que enviaremos aos nossos conselheiros federais, que tratarão do assunto nos próximos dias”, destacou o presidente da OAB/TO, Gedeon Pitaluga.

Durante sua apresentação, a representante da CAJ/TO também deixou claro que a necessidade de adequação aos avanços da tecnologia, impostos pelo tempo, jamais podem dar margem a aprovação de medidas que acentuem a disparidade de capacidade de investimento em publicidade entre escritórios conceituados e a advocacia jovem.

“Somos contra a permissão de impulsionamento de conteúdos pagos, pois acreditamos que isso geraria uma desigualdade entre o advogado que possui condições de investir e o advogado que não possui, pois defendemos que o mercado precisa ser justo para toda a advocacia”, defendeu Iara Lima.

A Jovem Advocacia defende a flexibilização da utilização das redes sociais quanto a divulgação de conteúdo jurídico, sendo preservado o princípio de não promoção direta da advocacia para captação de clientes nestes espaços. 

“Estou muito feliz com o apoio da nossa proposta pelo Conselho Seccional, espero que o Conselho Federal aprove também e que em breve possamos ter um provimento atual, moderno, objetivo e justo para toda advocacia, em especial a jovem. Um provimento que vai permitir ao jovem advogado ter condições de elaborar e expor conteúdos jurídicos relevantes e poder construir sua carreira", finalizou Iara Lima.

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