Risco de acidentes

Comissão de pais denuncia situação precária e superlotação do novo Colégio Militar de Araguaína

A comissão de pais enviará ofício ao Ministério Público relatando os graves problemas.

Por Márcia Costa 4.130
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15/02/2020 09h15 - Atualizado há 1 mês
Novo Colégio Militar funciona no prédio do CAIC

Poucos dias após o início das aulas no novo Colégio Militar de Araguaína, que funciona no prédio do Caic Jorge Humberto Camargo, pais dos estudantes já se preocupam com a estrutura física precária do local e a superlotação das salas de aula.

Diante dos problemas, os pais formaram uma comissão e decidiram enviar ofício ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) relatando que o prédio não passa por reforma há vários anos e, por isso, os banheiros estão sem condições de uso, várias lâmpadas quebradas, portas sem maçanetas, cadeiras deterioradas e salas sem ventiladores ou ar condicionados. O documento contém várias fotos em anexo.

O colégio oferta ensino em tempo integral e a quantidade de alunos mais que dobrou com o início das atividades do Colégio Militar. Hoje são mais de 600 alunos do ensino fundamental, entre 10 e 15 anos de idade.

Ocorre que o refeitório tem a capacidade de atender no máximo 150 estudantes por vez. Com isso, os professores precisam dividir os alunos em três ou quatro grupos para o almoço que tem duração de apenas 01h20, ocasionando transtornos.

Também não há pratos, talheres, material de expediente, bebedouros suficientes para atender a demanda, segundo relato dos pais.

VISTORIA CONDENOU LOCAL

Em julho de 2019, o CAIC passou por uma vistoria e o engenheiro elétrico condenou as instalações e encaminhou à Seduc um relatório recomendando intervenções imediatas, porém nada foi feito.

A vistoria constatou fios energizados expostos nas paredes e no teto das salas, gerando riscos de acidentes graves e até tragédias. Os quadros de distribuição tinham sinais claros de incêndios e o sistema de combate em incêndio não funcionava.

"Nós (pais) estamos preocupados com a segurança e a saúde de nossos filhos, uma vez que o prédio não apresenta as mínimas condições de segurança, bem como não apresenta um ambiente saudável aos alunos porque não tem o básico tornando, dessa forma, o local totalmente insalubre”, disse a comissão dos pais.

"Portanto, solicitamos a intervenção do Ministério Público Estadual junto à Secretaria de Educação do Estado (SEDUC), para que esta tome as medidas cabíveis, urgentemente, visto que a segurança de nossos filhos está em risco", conclui o ofício.

O QUE DIZ A SEDUC

A Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) informou, em nota, que já está disponível, na conta da escola, R$ 100 mil para reparos e pintura do prédio. A unidade escolar já está realizando a cotação para dar início às obras.

A Seduc disse ainda que, em 2019, a escola recebeu R$ 33 mil para a adequação da cozinha, banheiros e reparos na rede elétrica. A unidade de ensino também recebeu mobília e equipamentos novos.

"Ainda assim, a fim de oferecer mais conforto aos estudantes e servidores, a Pasta informa que está em estudo uma reforma geral na estrutura do colégio", finaliza a nota da Seduc.  

Fiação exposta no bebedouro dos estudantes
Banheiro sem condições de uso
Banheiros com problemas
Lâmpadas quebradas

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