Senado Federal

Diferente de Kátia e Gomes, Irajá diz não à reforma da previdência: 'fiquei ao lado dos trabalhadores'

A proposta foi aprovada em 1º turno no Senado Federal.

Por Redação 533
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02/10/2019 10h36 - Atualizado há 1 mês
Irajá foi o único senador do Tocantins a votar contra a reforma

A reforma da Previdência foi aprovada em 1º turno pelo Senado nesta terça-feira (1º), por 56 votos a 19.

Dos senadores do Tocantins, apenas Irajá Abreu (PSD) foi contrário por entender que a proposta prejudica os trabalhadores que ganham menos. Já Eduardo Gomes (MDB) e Kátia Abreu (PDT) votaram ‘sim’.

“Fiquei ao lado dos trabalhadores brasileiros e votei contra esta proposta da reforma da Previdência aprovada em primeiro turno no Senado Federal. Esta proposta não combate privilégios e sacrifica principalmente as famílias de baixa renda! Seguirei atuando com independência, votando de acordo com o que considero ser o melhor para o povo do Tocantins”, justificou Irajá.

Numericamente, a sigla que mais entregou votos a favor do texto foi o MDB, que deu 11 votos a favor do texto. Na sequência vieram: Podemos (8), PSDB (8), PSD (7) e PP (5).

Na madrugada desta quarta-feira (2), o Plenário do Senado derrubou a restrição do abono salarial a quem ganha até R$ 1.364,43. Com a retirada do ponto da proposta de emenda à Constituição (PEC), a economia com a reforma da Previdência cai para R$ 800,2 bilhões nos próximos dez anos.

Com a derrota, o abono salarial continuará a ser pago aos trabalhadores - com carteira assinada há pelo menos cinco anos - que recebem até dois salários mínimos. A restrição do pagamento do abono salarial geraria economia de R$ 76,2 bilhões ao governo nos próximos dez anos, segundo o Ministério da Economia.

O governo precisava de 49 votos para derrubar o destaque apresentado pelo Cidadania e manter a restrição ao abono salarial, que constava do texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas teve sete votos a menos que o necessário. O destaque obteve 42 votos sim (que manteria o texto da Câmara) e 30 votos não (que retiraria o ponto da reforma), mas a maioria foi insuficiente para manter a restrição.

A proposta ainda passará por votação em 2º turno.

Destaques rejeitados

Logo depois da derrota, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), encerrou a sessão e marcou a continuação da votação dos destaques para as 11h desta quarta-feira. Antes de perder a votação do abono salarial, o governo tinha conseguido derrubar dois destaques com maioria folgada. Um destaque de autoria do Podemos foi retirado mediante acordo.

De autoria do MDB, o primeiro destaque rejeitado foi uma emenda de redação que impediu que o texto-base da PEC da reforma da Previdência fosse alterado e voltasse para a Câmara. O governo venceu a votação por 75 a 0.

O segundo destaque rejeitado, apresentado pelo PT, buscava restabelecer a aposentadoria por periculosidade para profissões de risco, como motoboys, vigilantes, guardas municipais e de trânsito, seguranças e agentes que manuseiam explosivos. A proposta foi derrubada por 71 votos a 3.

Um destaque do Podemos que buscava restabelecer a autorização para que prefeituras criassem regimes próprios de Previdência para os servidores foi retirado pelo partido, depois de dúvidas se a proposta alteraria o mérito da reforma da Previdência e acarretaria o retorno do texto para a Câmara dos Deputados.

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