Em Mateiros, cidadãos têm pouco acesso aos direitos básicos

Por Redação AF
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12/09/2013 09h16 - Atualizado há 2 meses
<div style="text-align: justify;"> <span style="font-size:14px;">MATEIROS (TO) - A lavradora Lucineide Francisca dos Santos, 44 anos, vive numa situa&ccedil;&atilde;o de&nbsp;extrema mis&eacute;ria juntamente com o marido e mais seis filhos numa pequena &aacute;rea&nbsp;na localidade conhecida como Galh&atilde;o, na zona rural do munic&iacute;pio de Mateiros.<br /> <br /> No local sobra esperan&ccedil;a, mas falta comida no prato. A moradia para abrigar a&nbsp;fam&iacute;lia na verdade s&atilde;o pequenos c&ocirc;modos feitos de adobe e palha, sem nenhuma&nbsp;ventila&ccedil;&atilde;o, higiene, &aacute;gua tratada. O fornecimento de energia rural at&eacute; chegou&nbsp;ao local, mas foi cortado por falta de dinheiro para pagamento da conta. O&nbsp;marido de Lucineide sequer possui documentos pessoais e com isso enfrenta&nbsp;v&aacute;rias dificuldades.<br /> <br /> As crian&ccedil;as convivem com sujeira e fome e tentam driblar a situa&ccedil;&atilde;o brincando&nbsp;com restos de materiais e com os animais de estima&ccedil;&atilde;o ou da pequena cria&ccedil;&atilde;o&nbsp;que possuem. Os mais novos frequentam a escola que fica nas proximidades; j&aacute;&nbsp;os mais velhos, que est&atilde;o acima de sexta s&eacute;rie do ensino fundamental, estudam&nbsp;na cidade de Mateiros, mas s&oacute; v&atilde;o &agrave; escola quando conseguem uma carona. Na&nbsp;localidade, distante 36 quil&ocirc;metros da sede da cidade, n&atilde;o h&aacute; transporte&nbsp;escolar regular.<br /> <br /> A situa&ccedil;&atilde;o foi presenciada pela equipe do N&uacute;cleo da Defensoria P&uacute;blica Agr&aacute;ria&nbsp;&ndash; DPAGRA, que at&eacute; esta sexta-feira, 13, estar&aacute; visitando 11 comunidades da&nbsp;regi&atilde;o de Mateiros. O grupo &eacute; formado pelos defensores p&uacute;blicos Arthur Luiz&nbsp;P&aacute;dua Marques, Franciana Di F&aacute;tima Cardoso, Hud Ribeiro, Psic&oacute;logos,&nbsp;Assistente Social, Assistentes e Analistas Jur&iacute;dicos.<br /> <br /> Diante da situa&ccedil;&atilde;o encontrada, o poder municipal ser&aacute; oficiado pela Defensoria&nbsp;P&uacute;blica, cuja inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que essa fam&iacute;lia, a exemplo de outras, tenha os&nbsp;direitos assegurados para viver com dignidade, com um futuro melhor.</span></div>
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