Violência contra a mulher

Exclusivo: Servidora pública é brutalmente espancada por engenheiro americano em Araguaína

O suspeito mora na Flórida e veio a Araguaína passar as férias com a filha de 8 anos.

Por Márcia Costa e Gláucia Peixoto 10.286
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17/01/2020 11h15 - Atualizado há 1 mês
Momento da prisão do suspeito

O Tocantins registrou um aumento de 22% nos casos de violência contra a mulher só no primeiro semestre do ano passado. O número de ocorrências saltou de 1,4 mil para 1,7 mil, segundo levantamento da Polícia Militar divulgado na época.

Em todos os casos o que mais impressiona é a covardia dos agressores e principalmente a futilidade ou banalidade que motivam as agressões. Infelizmente, algumas mulheres não sobrevivem para contar sua história.

Essa semana, a nossa equipe de reportagem foi procurada para denunciar mais um caso de violência contra a mulher. Dessa vez, a vítima é uma conhecida servidora pública estadual que mora em Araguaína, que prefere não ser identificada. Ela teria sido brutalmente espancada pelo ex-cunhado, um cidadão norte-americano, e relatou o caso com exclusividade ao AF Notícias.

O engenheiro naval  Eron Boyd Gray mora na Flórida (EUA) e costuma vir ao Tocantins passar as férias com a filha de 8 anos que reside em Araguaína, sobrinha da vítima.

A servidora, de 44 anos, disse que o caso ocorreu na última segunda-feira (13) depois que a criança relatou à mãe que o pai estaria praticando supostas condutas inapropriadas com a namorada na sua presença.

- "Fomos à casa do Eron conversar com ele no domingo à noite. A menina no mesmo momento correu para dentro do carro e combinamos de voltar na segunda-feira. Embora contrariado, ele não teve nenhuma reação agressiva. Mas já na segunda pela manhã ao levar minha sobrinha, ele não nos deixou entrar, colocou a filha para dentro e ela começou a chorar. Para não deixar naquela situação, dei um passo para dentro da residência para tentar conversar e ele trancou o portão. Meu tio e minha mãe ficaram do lado de fora".

A partir daí teriam começado as agressões físicas e a vítima disse que chegou a ficar desacordada. A filha do suspeito testemunhou tudo.

- "Ele já veio me esmurrando, me deu um soco, foi quando eu caí no chão. Montou guarda em cima de mim, imobilizou-me da cintura para baixo e me encheu de socos na cara por uns dois minutos. Um rapaz que estava na casa tentou segurá-lo e como não conseguiu, abriu o portão. Minha mãe e meu tio entraram na casa, foi quando conseguiu controlar a situação".

Um policial que mora nas proximidades foi acionado e prendeu o agressor em flagrante. A vítima precisou ser levada ao hospital para receber atendimento médico.

Eron Boyd Gray ficou recolhido na Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA), mas foi solto no final da tarde desta quarta-feira (15) durante audiência de custódia. A Polícia Civil confeccionou uma medida protetiva para que ele mantenha distância da vítima.

Segundo a servidora, o suspeito já tem antecedentes criminais por violência doméstica e a separação dele com a irmã da vítima, há sete anos, teria sido motivada por atitudes agressivas.

Embora não queira mostrar o rosto, a servidora pública ficou com vários hematomas pelo corpo, principalmente na região dos olhos. O caso revoltou a família, amigos e colegas de trabalho da servidora.

A reportagem não conseguiu contato com o suspeito. O espaço continua aberto.

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