Tocantins

Governo tem condições de convocar os 95 aprovados na Polícia Civil, aponta cálculo

Segundo os aprovados, o déficit gera atraso nas investigações e deixa a estrutura defasada.

Por Redação 2.278
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03/12/2018 10h51 - Atualizado há 1 ano
Concurso da Polícia Civil foi realizado ainda em 2014

Levantamento feito pela Comissão Geral dos Aprovados no concurso da Polícia Civil do Tocantins aponta que a desoneração na folha de pagamento da corporação, com todas as aposentadorias concretizadas neste ano e ainda o falecimento de um escrivão da corporação, gerou uma economia de R$ 634.320,08 para os cofres públicos em 2018.

Segundo a comissão, com o montante, o Estado teria condições de nomear os 95 aprovados no último concurso da instituição, que foi realizado ainda em 2014. 

Isso porque os remanescentes custariam um total de R$ 856.216,75. Desta forma, faltariam apenas R$ 221.896,67 para completar o salário dos futuros servidores públicos. 

Diante dos dados, a Comissão Geral disse que este é o momento ideal para se estabelecer um cronograma de convocação dos candidatos, já que a Segurança Pública no Estado passa por uma reestruturação, conforme anunciou o governador Mauro Carlesse (PHS) nas últimas semanas.

Atualmente, a estrutura da Polícia Civil do Tocantins tem previsão de 2.344 cargos, sendo 217 para peritos criminais. Porém, apenas 182 vagas dessa área estão sendo ocupadas, o que gera uma vacância de 35 cargos. No caso dos médicos legistas, a pasta tem 92 postos, mas só 71 estão sendo preenchidos, portanto faltam 21 pessoas para completar o quadro.

Segundo os aprovados, o déficit gera atraso nas investigações e deixa a estrutura da Segurança Pública ainda mais defasada.

De acordo com levantamento da comissão Geral, 8 peritos, 4 delegados, 4 escrivães, 1 papiloscopista e 10 agentes já se aposentaram neste ano. Contabilizando as aposentadorias e desistência de quatro aprovados para o cargo de delegados, 5 para o cargo de escrivão e três pedidos de exoneração também para o cargo de delegado geram uma grande economia para o Estado.

Os dados ainda mostram que o total necessário para concluir o processo seletivo para todos os cargos, gira em torno de R$ 221.896,67, que serão providos apenas pelas aposentadorias dos Peritos Oficiais que ocorrerão ainda neste ano.

“Quando fazemos as contas e colocamos tudo na ponta da caneta, percebemos que o Estado tem condições de chamar, o mais rápido possível os aprovados. Acredito que o governador deveria olhar com muita atenção, agora, para esses remanescentes, pois na restruturação da segurança, a sociedade não pode ficar desassistida e uma forma da Polícia Civil executar melhor seu trabalho, é, com certeza, um quadro de pessoal capaz de atender a população e não a falta de investigações e conclusões de laudos, devido ao déficit de servidores”, ressalta Diego Borges de Abreu, aprovado para o cargo de perito criminal.

A comissão lembra que no concurso de 2014 foram ofertadas apenas 80 vagas para o cargo de perito criminal, destas, 55 candidatos tomaram posse. Este número é praticamente o quantitativo de aposentados de 2014 mais os que deixarão os cargos até o final de 2018.

“Os dados apontam que consequentemente a Polícia Civil terá uma defasagem ainda maior no quadro de pessoal, o que resultará, em menos segurança para população e mais demora na resolução dos inquéritos. Por isso o Estado precisa desta atenção”, enfatiza Borges.

O candidato ainda aposta que a solução mais viável para desafogar a demanda existente hoje na polícia, seria a convocação imediata dos aprovados no certame.

“Nos preparamos e estudamos muito para termos a tão sonhada nomeação. Entendemos as dificuldades financeiras do Estado, mas não é reduzindo o quantitativo na Polícia Civil que iremos ter um estado mais seguro e assistido em relação aos crimes”, aposta.

CONCURSO

Mais de 60 candidatos remanescentes do concurso da Polícia Civil foram nomeados em junho. Com isso, 12 peritos, 22 delegados e 26 escrivães passaram a integrar o quadro da Segurança Pública do Estado.

Porém, mesmo com a nomeação por parte do governador Mauro Carlesse, o quantitativo de candidatos que tomam posse representa apenas um terço dos remanescentes que aguardam a convocação. Somando os cargos ainda ficam no aguardo 95 candidatos.

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