Final feliz

Jovem que desapareceu em Brasília é encontrado em Araguaína após campanha

Por Agnaldo Araujo
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28/04/2017 10h02 - Atualizado há 2 meses
Mudo e vagando pelo bairro Lago Azul 4, em Araguaína, Fábio Ferreira, de 32 anos, é autista e foi observado e acolhido por uma senhora e moradora do bairro que procurou a Secretaria Municipal da Assistência Social. O rapaz carregava um crachá pendurado no pescoço com alguns dados pessoais, o que facilitou a investigação feita na secretaria. Ele era semelhante a um rapaz desaparecido em Brasília (DF), divulgado por quase 300 mil pessoas em grupos nas redes sociais. O jovem foi encaminhado para a ONG Bom Samaritano após a assistente social que acompanhava o caso, Cida Santos, perceber que ele não fazia parte dos casos corriqueiros que a ação social lida no dia a dia, como dependentes químicos ou pessoas com problemas familiares sérios. “Vi que ele não era uma pessoa com esse perfil e que tinha outros tipos de deficiências também. Então encaminhei para a Casa Bom Samaritano, ali no Céu Azul, enquanto investigávamos mais e acionávamos a família. Agora, como ele chegou no Lago Azul 4, sendo lá de Brasília, é um grande mistério, ninguém vai saber dizer”, disse curiosa. Reecontro O reencontro de Fábio com a família aconteceu no último dia 25, pela manhã, na casa de apoio. A mãe, Sebastiana Ferreira, ao encontrar o filho, desabafou: “Todo aniversário de Brasília meu filho costuma sair de casa e ir comemorar na rua as festanças que tem. Mas ele sempre voltava. Nunca havia desaparecido antes. Fiz uma campanha gigante nas redes sociais, estamos surpresos e muito felizes, encontramos ele!”, contou emocionada. A família de Fábio não conhecia Araguaína. Surpresos, eles agradeceram por reencontrá-lo bem. “Nunca imaginei que encontraria ele bem, já estava totalmente desnorteada, sou muito grata pela assistência, eu nem sabia que Araguaína existia e era assim, tão hospitaleira”, destacou a mãe. O padrasto Sirley Cardoso falou que Fábio costumava sair em Brasília. “Ele pega ônibus direto em Brasília, da igreja para a escola, de casa para o parque, faz tudo direitinho, não erra, tem uma rotina”, explicou. Já o irmão Fernando Santana se impressionou: “Eu realmente não sei como ele veio parar aqui, com esse crachá ele seria impedido de viajar, mas... que bom que o encontramos!”, afirmou. Enquanto eles falavam, Fábio ficou sentado observando a todos, comendo um pacote de salgadinhos tranquilamente. Ação social Em média, cerca de quinze a vinte pessoas são atendidas por mês pelas assistentes sociais da prefeitura de Araguaína que acolhem pessoas desaparecidas ou em situação de rua, por causa de problemas com a família, vícios ou financeiros. A Casa Bom Samaritano dá abrigo para pessoas com apoio da prefeitura, com doações de cestas básicas, além da comunicação e atenção das assistentes sociais do Município. (Fernanda de Alcantara).

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