Denúncia

Mesmo com repasses em dia, empresa terceirizada atrasa salário de profissionais da UTI do HRA

Secretaria da Saúde já notificou a empresa para solucionar as inconsistências.

Por Márcia Costa | Conteúdo AF Notícias 581
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17/04/2023 15h45 - Atualizado há 11 meses
Hospital Regional de Araguaína

Mais uma vez, profissionais da saúde que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Araguaína (HRA) estão com os salários atrasados. Conforme denúncia feita ao portal AF Notícias, a Associação Saúde em Movimento (ASM), contratada pela Secretaria de Estado da Saúde, ainda não efetuou o pagamento referente ao mês de março.

“É uma falta de respeito, pois o quinto dia útil ficou lá atrás. Sem falar que é uma desvalorização e isso desmotiva os profissionais de saúde. Somos contratos em regime de CLT, mas nunca recebemos na data certa, não nos dão resposta e nem a previsão de quando será feito o pagamento”, lamentou uma profissional que preferiu não ser identificada por temer represálias.

Os profissionais reclamam ainda da falta de antibióticos e medicações como analgésicos, além de gases, curativos, luvas e seringas. “Aqui falta de tudo e a coordenação fecha os olhos, fingindo que está tudo bem. Se eu tivesse um parente precisando de uma UTI, jamais deixaria aqui. Técnicos, enfermeiros, nutricionistas e até dentistas estão entregando os cargos”, afirmou.

Os profissionais destacaram que o repasse feito pelo Governo do Estado para a empresa contratada está em dia, porém, a mesma não efetua o pagamento no prazo legal.

Ao final de cada mês, a empresa emite nota fiscal da prestação de serviços. Por sua vez, a Secretaria da Saúde organiza o processo e faz a conferência dos dados antes de efetuar o pagamento.

O que diz a SES?

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) confirmou que os repasses para a referida empresa estão em dia, conforme contrato firmado, o qual prevê análise de relatórios de prestação de serviços antes da transferência de recursos.

A Saúde afirmou que já notificou a empresa para solucionar as inconsistências e faltas apontadas pelos fiscais de contrato.

A reportagem aguarda o posicionamento da Associação Saúde em Movimento (ASM).

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