10 anos sem concurso

MPTO cobra na justiça concurso com 5.644 vagas para educação do Tocantins em até seis meses

Até novembro de 2018, a rede estadual de ensino contava com 6.673 contratos temporários.

Por Redação 3.008
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12/09/2019 11h43 - Atualizado há 1 semana
O pedido prevê a oferta de milhares de vagas

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou nesta quinta-feira (12) uma ação requerendo que a Justiça obrigue o Estado do Tocantins a promover concurso público destinado ao provimento de no mínimo 5.644 cargos vagos no quadro da educação no prazo máximo de seis meses.

Na ação, o promotor de Justiça Edson Azambuja relata que há quase 10 anos não é realizado concurso público no âmbito da Secretaria da Educação, Juventude e Esportes do Estado (Seduc), situação que se agrava em virtude do número excessivo de contratos temporários.

O inquérito civil público instaurado pela 9ª Promotoria de Justiça da Capital apurou que até novembro de 2018 a rede estadual de ensino contava com 6.673 contratos temporários, o que representava 42,40% do quadro funcional.

Em abril deste ano foram requisitadas informações à Secretaria, que se limitou a informar sobre a iminência de celebração de 4.890 contratos temporários.

Edson Azambuja reforça que o concurso público é exigência constitucional, previsto no art. 37, II, da Constituição Federal e, portanto, não pode ser burlada pela manutenção excessiva e reiterada de servidores atuando por meio de contratos temporários.

Os detentores de contratos temporários ficam reféns das indicações políticas, fomentadas, em sua maioria, por políticos, violando os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa”, concluiu.

Além da realização de concurso, a ação judicial requer que o Estado seja proibido de celebrar contratos temporários, de forma reiterada e sucessiva, e que também faça a inclusão dos valores necessários para a realização do concurso na Lei Orçamentária Anual – exercício financeiro de 2020.

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