Tocantins

Naturatins discute estratégia nacional para a conservação de espécies ameaçadas do cerrado

O Ministério do Meio Ambiente selecionou cerrado do Tocantins como prioritário.

Por Redação
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16/11/2019 09h08 - Atualizado há 4 semanas
A oficina ocorreu no auditório do Naturatins

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio do Ministério do Meio Ambiente, juntamente com parceiros, finalizou nesta quinta-feira (14), no auditório do órgão, uma oficina com o tema “Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (GEF-Pró-Espécies)”. O encontro começou no dia anterior.

O Programa Pro-espécies do Ministério do Meio Ambiente (MMA) busca minimizar as pressões sobre as espécies ameaçadas do Brasil, especialmente as 290 criticamente ameaçadas que não estão em Áreas de Proteção Integral.

Nesse contexto, o Ministério do Meio Ambiente selecionou o território cerrado Tocantins como prioritário para ações de conservação a determinadas espécies, como Baryancistrus longipinnis, um peixe cascudo endêmico do alto Rio Tocantins.

Conforme o doutor em Limnologia e biólogo do Naturatins, Oscar Vitorino Jr, a oficina foi mais um importante passo na construção do Plano de Ação (PAN) para o território cerrado do Tocantins, na qual foi delimitada a abrangência geográfica do Plano, além de seu alcance em relação às espécies alvo.

Nos próximos passos iremos elaborar expedições de campo para avaliarmos a ocorrência das espécies ameaçadas, seus principais vetores de ameaça, e organizar a Oficina de Elaboração do PAN, prevista para o mês de fevereiro. O Sumário Executivo do Plano de Ação do Tocantins deve ser publicado até o mês de setembro de 2020”, adiantou. 

Convidado a participar da Oficina, Tiago Krolow, professor do curso de Ciências Biológicas da UFT, campus de Porto Nacional, relata: “Sou especialista em insetos e neste programa vou trabalhar com animais invertebrados, mas também com os vertebrados. Vamos também tentar identificar as espécies ameaçadas de extinção e verificar os limites de distribuição das espécies de animais e plantas”.

Já Márcio Verdi, coordenador do Núcleo de Planejamento de Ações para Conservação no Centro Nacional de Conservação da Flora, do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, pontua: “Neste encontro tivemos a oportunidade de identificar as áreas que tem espécies da fauna e flora, criticamente ameaçadas de extinção. O Tocantins possui dois territórios, um próprio e outro que compartilha com e o estados do Maranhão e Pará”.

Segundo Alessandra Manzur, representante da WWF, o protagonismo do Naturatins por meio dos servidores da Gerência de Pesquisa e Informações da Biodiversidade, foi essencial nesse processo. “Ter atores locais e especialistas se articulando para construção conjunta de um Plano de Ação para o território do Tocantins já é um resultado importante do projeto Pró-Espécies”, enfatizou.

A Oficina Preparatória para a realização do PAN, contou com a presença de pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, da UFT, Unitins, Ruraltins, de representante da ONG WWF, que é a agência executora dos recursos do fundo GEF (Global Environment Facility – GEF (www.thegef.org) no Brasil, entre outros.

Participantes do evento

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