Norte do Estado

Pai de vereador tem infarto e morre após ser levado para hospital sem médico em Aragominas

Segundo neto do idoso, o avô poderia ter sobrevivido se tivesse recebido atendimento médico na cidade.

Por Márcia Costa 3.980
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31/07/2019 16h30 - Atualizado há 1 ano
José Luiz Pereira

Familiares do idoso José Luiz Pereira, 73 anos, que morreu vítima de infarto na última sexta-feira (26), denunciaram a falta de médico plantonista na unidade de saúde de Aragominas, no norte do Tocantins. Ele era pai de um vereador de oposição à prefeita da cidade Eliete Alves.

'Zezé Mota', como era mais conhecido, passou mal durante a noite, por volta das 20h, e foi encaminhado para a UBS da cidade, mas o médico plantonista não estava na unidade naquele momento.

Em seguida, o idoso foi transferido de ambulância para o Hospital Regional de Araguaína, distante cerca de 43 km, mas já chegou sem vida.

Não bastasse o sofrimento de perder um ente querido, a família ainda sofreu para conseguir o laudo médico atestando o óbito.

"O médico que recebeu ele no Hospital Regional disse que não podia liberar o corpo sem o laudo médico e também não poderia fornecer o documento. Como meu avô faleceu em Aragominas, o médico de lá era quem deveria providenciar o laudo, mas ele estava na casa dele [em Araguaína] e não na Unidade de Saúde", contou Ricardo Pereira, neto do idoso.

"Foi angustiante e desumano o que fizeram conosco. Ficamos perdidos sem saber a quem recorrer, ligando para várias pessoas até chegar no endereço desse médico. Como pode um médico plantonista ficar em casa em outra cidade?", questionou. 

O jovem disse que seu avô poderia estar vivo se tivesse recebido o devido atendimento médico na própria cidade. “Muito triste. Meu avô sempre pagou os impostos, esteve alegre durante todo o dia, depois passou mal e não teve direito a nenhum atendimento médico. Totalmente desumano”, desabafou.  

O que diz a prefeitura

A prefeita de Aragominas, Eliete Alves, afirmou ao AF Notícias que o idoso recebeu a devida assistência. "Ele foi atendido por uma ambulância e acompanhado por duas enfermeiras. A prefeitura deu total assistência e eu pessoalmente acompanhei o caso”, disse.

Ainda conforme a prefeita, o médico plantonista trabalha durante o dia e a noite fica um enfermeiro e uma técnica. "Mesmo sendo a noite, o médico assinou o laudo e eu deixei meu telefone para a família com toda disponibilidade. A denúncia não procede, prestamos total apoio. Na verdade, o senhor que faleceu é pai de um vereador da oposição na cidade. Fiquei até 1h da madrugada dando apoio a eles”, finalizou a prefeita.

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