Pioneiro

Pesquisador do Tocantins usa metodologia inédita para remover e adaptar coração

Segundo o professor, a metodologia permitiu estudar o funcionamento do coração isolado por meio de um eletrocardiógrafo.

Por Redação
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24/05/2019 09h03 - Atualizado há 3 semanas
Técnica é inédita no Tocantins

Professor da Universidade de Gurupi (Unirg), Márcio Araújo de Almeida defendeu a dissertação de mestrado em ciências da saúde pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) sobre o tema “Atividade Cardíaca Avaliada in vivo e in vitro em ratos tratados com Propiltiouracil (PTU)". 

A comissão julgadora, composta por três doutores da UFT, considerou o projeto de pesquisa pioneiro no Tocantins, abrindo amplas possibilidades e perspectivas para novas e futuras parcerias.

A pesquisa

O trabalho foi inteiramente idealizado, delineado e montado experimentalmente no laboratório de fisiologia da UnirG.

Conforme o professor Márcio, no laboratório foi criado, com recurso dos pesquisadores, um protótipo de um equipamento baseado na técnica de Langendorff. 

Este equipamento permite que o pesquisador, por meio de uma cirurgia, consiga remover o coração e depois adaptá-lo a um aparelho que o deixe batendo fora do corpo do animal (rato para pesquisa).  

Dessa forma foi possível estudar o funcionamento do coração isolado por meio de um eletrocardiógrafo. O equipamento é revolucionário porque vai permitir o teste dos efeitos de vários medicamentos aplicados diretamente no coração sem passar por outros órgãos como, por exemplo, o fígado, e avaliar como o coração reage sobre o efeito da medicação”, afirmou. 

O professor também falou sobre a economia gerada com o desenvolvimento do protótipo. “Um equipamento assim custa de 30 a 40 mil dólares nos EUA, no entanto, conseguimos reproduzir um protótipo semelhante por um custo de menos de R$ 2 mil e que foi possível deixar o coração funcionando por até 50 minutos fora do corpo com auxílio de fluidos rico em cálcio essencial para batimento cardíaco”, disse.

Ainda segundo o professor, não foi  possível revelar a imagem real com detalhes do equipamento e a técnica aplicada por questões de segurança, pois ele se encontra em processo de registro de patente.

Márcio Araújo é professor na Unirg

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