Operação 'Rumple'

PF cumpre mandados para confirmar delações premiadas da operação Ápia no Tocantins

Operação cumprem 6 mandados de busca e apreensão.

Por Redação 1.737
Comentários (0)

30/06/2020 08h09 - Atualizado há 1 semana
Viatura da PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a operação 'Rumple' com o objetivo de validar declarações prestadas em colaborações premiadas associadas à operação 'Ápia'.

Deflagrada em 2016, a Ápia apurou desvios de mais de R$ 200 milhões a partir de diversos crimes relacionados a fraudes em licitações públicas e a contratos para execução de serviços de terraplanagem, pavimentação asfáltica e obras de arte especiais, todos firmados pelo Governo do Estado do Tocantins.

Entre os investigados na Ápia estão os ex-governadores Siqueira Campos e Sandoval Cardoso, o ex-secretário de Relações Institucionais e atual deputado estadual Eduardo Siqueira Campos, o ex-secretário de Infraestrutura Alvicto Ozores Nogueira, o ex-superintendente da Agetrans Renan Bezerra de Melo Pereira, o empresário Wilmar Oliveira de Bastos, proprietário da empresa EHL – Eletro Hidro, entre outros.

Alguns dos investigados firmaram acordo de colaboração com o Ministério Público Federal em troca de benefícios judiciais. 

O empreiteiro Rossine Aires Guimarães, da CRT Construções, outro investigado na operação, disse durante sua delação que entregou ao ex-vice-governador João Oliveira o total de R$ 2,5 milhões para que ele renunciasse antes do então governador Siqueira Campos, em abril de 2014. Oliveira nega o recebimento. 

O vice renunciou em 3 de abril, horas de Siqueira tomar a mesma decisão e abrir o caminho para a posse do então presidente da Assembleia, Sandoval Cardoso.

6 MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO

Nesta nova operação, aproximadamente 30 policiais federais cumprem 6 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal do Tocantins. A maioria das ações estão concentradas no Distrito Federal.

PROPINA POR CONTRATOS: R$ 10 MILHÕES

A investigação apura o pagamento de vantagens indevidas para garantir o direcionamento de contratos e o desvio de recursos destinados a obras públicas no Estado do Tocantins e tem como principal alvo o núcleo apontado como responsável pelo processo de lavagem dos recursos oriundos destes pagamentos indevidos, dissimulando sua origem e destinação através de sucessivas operações financeiras e supostas empresas de fachada.

Segundo a PF, o valor dos pagamentos investigados, somente nas atuais frentes investigativas, ultrapassa R$ 10 milhões.

Além da obtenção de novas provas, a Polícia Federal busca coibir a continuidade das supostas ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, além de identificar e recuperar ativos frutos dos desvios.

A PF também disse que os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

O nome da operação é uma referência ao personagem do conto de mesmo nome, também conhecido como Rumpelstiltskin, que transformava palha em ouro, em alusão às ações dos investigados.

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2020 AF Notícias. Todos os direitos reservados.