‘Replicantes’

PF faz operação contra grupo suspeito de intimidar jornalistas, corrupção e fraude no Tocantins

PF disse que a organização criminosa movimentou dezenas de milhões de reais através do grupo investigado.

Por Redação 2.663
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06/11/2019 08h18 - Atualizado há 1 ano
Viatura da PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (06) a operação ‘Replicantes’ para desarticular uma organização criminosa suspeita de manter um sofisticado esquema para a prática constante e reiterada de atos de corrupção, peculato, fraudes em licitações, desvios de recursos e lavagem de capitais.

Foi preso preventivamente o empresário do ramo gráfico Franklin Douglas Alves Lemes em um imóvel na Quadra 404 Sul, região nobre de Palmas. A justiça também decretou a prisão temporária, pelo prazo de cinco dias, de Carlos Gomes Cavalcante Mudim Araújo e Alex Câmara. 

Foi ainda determinada busca e apreensão para recolhimento de aparelhos celulares pertencentes ao ex-secretário de Estado da Comunicação Rogério da Silva Souza e de Marcos Aurélio de Miranda Costa, por suspeita de terem constrangido o jornalista Lailton Costa para impedir a publicação das reportagens envolvendo o suposto esquema.

São investigadas as empresas gráficas WR, Exata e Prime, que possuem contratos com o Governo do Estado. A operação mira atos praticados durante a gestão do ex-governador Marcelo Miranda (MDB)

Segundo levantamento da PF, as empresas receberam aproximadamente R$ 30 milhões durante a gestão Miranda, nos anos de 2015 e 2016.

Aproximadamente 50 policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária, todos expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas.

Após a deflagração de diversas operações da PF, constataram-se outros esquemas criminosos ligados a pessoas influentes no meio político do Tocantins, com poderes suficientes para aparelhar o estado, mediante a ocupação de cargos comissionados estratégicos para a atuação da organização criminosa, e desviar recursos públicos.

Além da obtenção de novas provas, a PF busca interromper a continuidade das ações criminosas, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, além de resguardar a aplicação da lei penal, a segurança de possíveis testemunhas e o livre trabalho da imprensa.

A PF disse que a organização criminosa movimentou dezenas de milhões de reais através do grupo empresarial do ramo gráfico investigado, mas não informou o valor aproximado dos prejuízos.

O nome da operação faz referência ao ramo de atuação do grupo empresarial e a postura de enfrentamento da organização criminosa.

 

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