José Pedro Sobrinho

Prefeito de Nova Olinda volta ao cargo após 6 meses afastado por suspeita de corrupção

O gestor foi afastado por supostas irregularidades em licitações para locações de veículos e contratação de bandas.

Por Redação 1.165
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12/02/2019 10h11 - Atualizado há 9 meses
José Pedro Sobrinho (com barba e camiseta branca)

O afastamento de 180 dias de José Pedro Sobrinho do cargo de prefeito de Nova Olinda (TO), determinado pela Justiça, terminou nesta segunda-feira (11) e ele retornou ao comando do município na manhã desta terça-feira (12). O gestor foi recepcionado na Prefeitura por aliados políticos, amigos e eleitores que exibiam uma faixa de 'seja bem vindo'. 

Sobrinho foi afastado em agosto de 2018 pelo prazo de seis meses em decisão proferida pela juíza Milene de Carvalho Henrique, da 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Araguaína.

O afastamento ocorreu a pedido do MPE devido a supostas irregularidades em licitações para locações de veículos, contratação de bandas/artistas, contratação de serviços de consultoria e assessoria e contratações de pessoal em período eleitoral, todas entre 2013 a 2016.

Além do afastamento, a justiça bloqueou R$ 11,8 milhões em bens do gestor para ressarcir eventuais prejuízos causados aos cofres públicos do município.

O vice-prefeito na época, Antônio Ribeiro da Silva, assumiu a prefeitura, mas perdeu o mandato em dezembro do ano passado. Antônio Ribeiro teve o diploma cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), em outubro de 2017, mas recorreu ao TSE e continuou no cargo. Porém, a Corte Eleitoral manteve a cassação pelo fato de que ele e sua esposa estavam se revezando no cargo de vice-prefeito pela terceira vez consecutiva, quando é permitida apenas uma reeleição. 

Posteriormente, o então presidente da Câmara, Nelson Araújo de Brito, assumiu o cargo de prefeito interino do município. Ele deixará a função para retomar seu posto na Casa de Leis do Município.

Com essa novela, Nova Olinda teve três prefeitos em menos de um ano.

Embora questionado, o Ministério Público Estadual (MPE) ainda não informou se vai pedir a prorrogação do afastamento. 

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